25/06/2025
Porque a mãe presente não é exceção.
Ela é regra.
Ela é esperada. Exigida.
Ela é invisível, mesmo fazendo tudo.
Ninguém elogia a mãe que acorda de madrugada, que leva na escola, que cuida da febre, que responde no grupo da professora, que lembra do lanche, do uniforme, da vacina, da consulta.
Ninguém chama de “presente” quem está todos os dias — porque esperam que ela esteja, sempre.
Mas o pai?
Quando aparece uma vez por semana, vira herói.
Quando “ajuda”, vira exemplo.
Quando paga a pensão (obrigação legal), dizem que ele “é muito correto”.
📍 Presença materna é silenciosa.
📍 É solitária.
📍 E ainda assim, é cobrada com severidade e zero reconhecimento.
Não existe “mãe presente” porque esperam que tu estejas sempre ali, mesmo cansada, doente, exausta, ignorada.
Porque quando tu fazes tudo, é “teu dever”.
Mas quando o genitor faz o mínimo, é “pai participativo”.
Chega de naturalizar a ausência masculina e a sobrecarga feminina.
Chega de aplaudir quem some e de exigir perfeição de quem sustenta tudo.
Comenta se tu já viste alguém elogiar um pai por fazer o que tu fazes todo santo dia.
E compartilha com uma mulher que já cansou de ser invisível mesmo sendo indispensável.