12/10/2020
O Estatuto da Criança e do Adolescente, completou 30 anos de sua criação, instituído pela Lei 8.069/90, alterou substancialmente a legislação, principalmente em relação ao seu antecessor, o antigo Código de Menores (1979), foi a partir de sua publicação que crianças e adolescentes passaram a ser reconhecidos como sujeitos e direitos e deveres.
O ECA, como é conhecido, visa garantir os direitos fundamentais da criança e do adolescente, atribuindo à Família, ao Estado, e à Sociedade civil a responsabilidade de promover o bem-estar e o desenvolvimento saudável da Infância e Juventude, priorizando assim a garantia à vida, à saúde, à educação, à integridade, à liberdade, à convivência familiar e comunitária e principalmente à proteção contra qualquer forma de violência.
De acordo com Elcio Resmini Meneses “O Estatuto da Criança e do Adolescente possui três sistemas de garantias. O sistema primário, que diz respeito às políticas públicas; o sistema secundário, que se relaciona à proteção; e o sistema terciário, onde se encontram as medidas socioeducativas, decorrentes da prática do ato infracional.”
Nesses 30 anos de vigência, a lei sofreu alterações importantes, como por exemplo a criação da Lei do Menino Bernardo, que alterou o art. 13 do ECA, cuja redação proíbe o emprego de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro motivo.
Outra conquista que merece destaque, foi a edição da Lei 13.431, de 2017, que disciplina dentre outras garantias, a Escuta Especializada e o Depoimento Especial da Criança e do Adolescente vítima ou testemunha de violência, alteração Legislativa de enorme relevância.
Contudo, embora tenha ocorrido a criação de novos dispositivos legais, que visam sobretudo garantir os direitos fundamentais da criança e do adolescente, certo é, que ainda há muito o que ser feito para que realmente os direitos fundamentais elencados junto ao Estatuto sejam assegurados, alterações legislativas devem acontecer, mesmo porque transformações sociais ocorrem ordinariamente, impondo mudanças urgentes, debates e reflexões.