12/08/2026
Atrasar as parcelas do financiamento pode autorizar o banco a buscar a retomada do veículo. No entanto, isso não significa que a instituição financeira possa agir de qualquer forma.
A lei estabelece regras que precisam ser respeitadas e o descumprimento dessas exigências pode gerar questionamentos sobre a própria apreensão.
Uma das situações mais comuns envolve problemas na notificação. Antes de ingressar com a ação de busca e apreensão, o banco deve comprovar a constituição da mora do consumidor. Quando existem falhas nessa comunicação, o procedimento pode ser colocado em discussão.
Também merece atenção o valor cobrado na dívida. Em alguns casos, o saldo apresentado inclui encargos indevidos, juros calculados de forma equivocada ou cobranças que não correspondem ao que foi efetivamente contratado.
Há ainda situações em que parcelas já pagas não são consideradas corretamente. Isso pode gerar um valor devedor maior do que o real e impactar diretamente o andamento do processo.
Além disso, o próprio cumprimento da busca e apreensão deve observar as formalidades legais. Equívocos processuais, ausência de documentos necessários ou descumprimento das regras previstas na legislação podem comprometer a validade do procedimento.
Por isso, nem toda apreensão é automaticamente correta. Quando existe alguma irregularidade relevante, o consumidor pode ter fundamentos para contestar a medida adotada.
Uma assessoria jurídica pode analisar o contrato, a notificação e o processo para identificar possíveis irregularidades no seu caso.