31/10/2020
Corretores de Imóveis
A profissão de Corretor de Imóveis, a exemplo de tantas outras, está sofrendo com os efeitos da pandemia, embora o mercado imobiliário continue em expansão.
Alguns corretores sofrem menos, outros mais, como em tantas outras profissões.
Sempre têm os mais otimistas, que aproveitam a crise para se especializarem, evoluírem, agregarem conhecimento. E outros, os pessimistas, que se aproveitam para reclamarem ainda mais da vida, de tudo e de todos. E, ficarem mais ociosos do que já eram.
Ora, antes mesmo dessa Covid-19, a profissão já era muito concorrida e a tendência é aumentar ainda mais. A meu ver, pelos seguintes motivos:
- A vinda de profissionais com formação em outras áreas, que veem no mercado imobiliário uma possibilidade a mais para aumentarem sua renda. Alguns, inclusive, com ampla vantagem sobre a maioria dos corretores, porque têm um caminho mais fácil para chegarem às pessoas de maiores posses (investidores/empreendedores). A formação principal lhes facilita isso. Nem todos, infelizmente, são providos de ética;
- Concorrência dos sem CRECI, que trabalham sem serem importunados, inclusive com acesso livre em algumas imobiliárias.
- Maus profissionais, não comprometidos com a seriedade que o segmento exige, generalizando dúvidas na comunidade sobre a ética dos corretores como um todo. Vão na contramão da luta pelo respeito/reconhecimento de uma profissão que ainda carrega o estigma de picaretagem.
- Acomodação dos próprios corretores (nem todos), que aceitam tudo isso numa boa, não se valorizam, não fiscalizam, não denunciam...e não se preocupam em investir em novos conhecimentos. Só o CRECI não é prova de capacitação. Que, aliás, em alguns lugares é muito fácil em ser conseguido.
*Abrangente ao segmento, e não especificamente à região à qual pertenço, embora também esteja inserida.
Osvaldo Broza
CRECI 23867, 6ª. Região