17/01/2022
Dia 15.01.2022.
O dia amanheceu, como todos os outros.
Os passarinhos cantando lá fora, anunciando a chegada do sol,
As roupas estendidas no varal.
Um café fresquinho e cheiroso saindo do fogão.
Mas algo no ar dizia que aquele dia seria diferente.
Eu só não sabia ao certo o quê, exatamente.
O dia foi passando.
Os prestadores de serviço se preparando para mais um evento que seria realizado com excelência e qualidade.
Comidas, bebidas, bolos, doces, decoração, som, fotos, vídeos, cerimonialista e equipe, segurança, e eu, celebrante.
Cada um, se preparando e empenhado em realizar sua tarefa com amor e qualidade no casamento da Kelly e do Ricardo.
Para os convidados, amigos e familiares, seria mais um casamento, mais um momento de juntos rirem, se divertirem, brindarem e celebrarem a vida.
E como é gostoso preparar e escolher o terno, o vestido, o sapato, a make.
Cabelos impecáveis... unhas feitas...
E o que dizer da pajem? Quanta fofura! Vontade de morder.
A expectativa de vermos o olhar apaixonado do noivo ao esperar a entrada da amada...
A expectativa de ver os detalhes do vestido e a beleza e o brilho da noiva...
Com tudo isso se constrói o dia do casamento.
E num primeiro momento eu pensei que o dia de sábado estava com uma energia diferente por tudo isso, pois o ato do casamento, por si só, já carrega consigo muita graça e divindade.
Ledo engano da minha parte. Mal sabia o que estava por vir!
Nas conversas preliminares com os noivos, falamos sobre as expectativas deles para a cerimônia... dos detalhes, da história que seria narrada, da reflexão bíblica, da oração... mas no final, o que sempre enfatizavam, era: Carla! O que mais queremos, acima de tudo isso, é que todos, TODOS, sintam a presença de Deus.
Essas palavras soavam no meu coração e na minha cabeça por dias e dias.
Eu dormia e acordava pensando naquilo.
Uma mistura de medo e alívio ao mesmo tempo, pois pensava: Como é que eu, na minha pequenez, irei proporcionar isso e atender às expectativas deles?
(Continuação nos comentários)