24/03/2023
Conceber filho não planejado ou fora de uma estrutura familiar não é ato vergonhoso, porque o risco é sempre iminente quando assumido ou não por quem pratica relações se***is dentro de um relacionamento ou casualmente com quem sente atração física (dinâmica predominante no mundo moderno).
Profissionalmente, já atuei em casos em que um ato sexual foi suficiente para gerar a questão conflituosa permanente.
Arrepender-se por gerar um filho (a) com um parceiro (a) que não possui nenhum elo emocional e nenhuma sintonia de valores e de princípios de vida faz parte; agora, eximir-se das obrigações legais decorrentes, além de canalhice, ausência de empatia e de amor por quem não pediu para nascer.
Logicamente que a função paterna não se restringe a pagar alimentos, contudo é um dever legal (prover o mínimo existencial da prole).
Estou atuando em uma execução de alimentos sob rito da prisão que já estou na terceira prisão seguida do Alimentante e quarta execução sob o mesmo rito.
E oxe, fico tão indignado com o descaso e com a ausência de tudo desse "indivíduo" que faço o meu máximo para ele ser recolhido ao "xadrez" o mais rápido possível, porque somente dessa forma paga as pensões devidas.
Sorte dele que sou um educador social paciente.
E será que aprende com as prisões?
Não, ele possui condições financeiras, mas prefere pagar advogado para soltá-lo, ao invés de pagar pontualmente a pensão que possui como finalidade suprir as necessidades do filho.
A Matemática burra dessa circunstância: pagar pensões com juros e correções, mais advogado para pleitear a soltura ...
Essa questão está sendo um aprendizado prático muito interessante, visto que a coerção da prisão é paliativa e dependendo do grau de esclarecimento do encarcerado não cria medo de voltar ao cárcere, apenas força o pagamento de algo que deveria ser espontâneo e essencial visando ao bem-estar da prole, portanto não educa e não cria consciência.
E olha que, se não aprender agora, atrasou apenas um mês desta vez e já tomei providência, dado que não foi sequer extinto a execução anterior em que foi preso em janeiro deste ano.
Por isso, antes de conceber ou assumir o risco, é necessário pensar muito bem quem escolhe para ser o pai do seu filho (a), pois a diferença de procriador (macho) e de Pai (Homem) é gigantesca.
E, infelizmente, na grande maioria dos casos, o ônus recai sobre a genitora que, além de pagar a conta, tem que carregar a possibilidade da genética paterna sobressair com o tempo e se voltar contra ela.