Priscila Arraes Reino

Priscila Arraes Reino Especialista em Direitos Trabalhistas e Previdenciario por doenças ocupacionais e acidentes de trabalho.

16/05/2026

Ele ficou pronto. 📘

Ver esse livro finalmente impresso causa uma emoção diferente.

Porque esse material nasceu de algo que eu acompanho todos os dias: pessoas vivendo o burnout, o esgotamento e o adoecimento causado pelo trabalho.

Esse guia foi pensado para acolher, orientar e ajudar quem está passando por isso a entender melhor a própria situação.

O prefácio foi escrito por Luciana Baruki, tornando esse projeto ainda mais especial. ✨

E em breve ele estará disponível para venda. 👀

15/05/2026

O adoecimento emocional no trabalho muitas vezes começa em silêncio.

Você continua produzindo, continua trabalhando, continua tentando dar conta de tudo. Mas chega em casa sem energia pra conversar, sem paciência, sem conseguir descansar de verdade.

Com o tempo, o esgotamento vira irritação, isolamento, crises de ansiedade e uma sensação constante de que sua mente nunca desliga.

E o mais difícil é que muita gente demora pra perceber que isso também é adoecimento.

14/05/2026

Existe um equívoco comum: imaginar que só há direito quando o trabalhador f**a totalmente incapaz de trabalhar.

Na perícia trabalhista, o que se avalia é a redução da capacidade de trabalho causada pela doença ou pelo acidente. O perito judicial analisa o quanto dessa capacidade foi perdida e, a partir desse percentual, pode ser definida a pensão mensal.

Se a perda for de 20%, por exemplo, a pensão pode ser fixada nesse mesmo percentual.

Isso aparece com frequência em casos como tendinite, bursite, síndrome do manguito rotador, problemas de coluna e outras doenças ocupacionais. Mesmo com o retorno à mesma atividade e a continuidade do trabalho, o direito pode existir quando a pessoa não volta nas mesmas condições de antes.

O processo judicial é o caminho para produzir provas médicas completas e demonstrar essa redução de capacidade.

13/05/2026

Quem cuida da saúde dos outros quase nunca tem tempo de cuidar da própria.

E tem uma coisa que muita gente normalizou dentro da área da saúde:
trabalhar no limite.

Dor nas costas.
Exaustão.
Crise de ansiedade.
Burnout.
Plantões desumanos.

Como se fosse “parte da profissão”.

Mas quando o trabalho adoece, isso pode trazer consequências trabalhistas e previdenciárias que muita gente desconhece.

E o pior:
muitos profissionais só descobrem isso quando já estão completamente esgotados.

Se você vive ou já viveu essa realidade, comenta aqui. 💬

13/05/2026

O INSS te deu alta, mas a empresa não deixa você voltar por causa das suas limitações médicas?

Essa situação tem nome: limbo previdenciário.
E não, você não pode f**ar sem renda nesse período.

Se a empresa considera você inapto para o trabalho, ela deve pagar os salários enquanto o benefício não é restabelecido ou até que a situação seja resolvida na Justiça.

Um detalhe importante: o documento da própria empresa que comprova a inaptidão pode ajudar a fortalecer um novo pedido no INSS ou uma ação judicial.

Se esse tema faz sentido para você ou para alguém próximo, vale a pena entender melhor como funciona.

12/05/2026

Durante muitos anos, o adoecimento no trabalho foi associado quase sempre ao físico. Lesões, acidentes, problemas na coluna, esforço repetitivo.

Mas a realidade mudou — e mudou rápido.

Há anos já é possível observar o aumento dos afastamentos por ansiedade, depressão, burnout e outros transtornos mentais relacionados ao trabalho. E a tendência é clara: tudo indica que, em poucos anos, os problemas de saúde mental devem se tornar a principal causa de afastamento do trabalho.

Isso não surgiu agora. É consequência de muito tempo sem olhar com a atenção necessária para esse tipo de adoecimento.

Pressão constante, metas abusivas, jornadas extensas, ambientes tóxicos e falta de suporte emocional não desaparecem quando o expediente termina. O impacto se acumula ao longo dos anos.

Saúde mental também é saúde do trabalhador.

Se você vive ou já viveu uma situação assim, saiba que existem direitos e proteção legal.

12/05/2026

Nem todo retorno ao trabalho depois de um burnout deveria terminar assim.
Mas infelizmente, acontece.

Assista até o final para entender quando uma dispensa pode ser considerada ilegal ou discriminatória e quais direitos podem existir nessa situação.

Porque adoecer trabalhando não deveria transformar ninguém em alguém “descartável”.

11/05/2026

Nem tudo o que você vê sobre o INSS na internet é verdade.
Cuidado com conteúdos que usam medo ou esperança para viralizar.

Uma informação errada pode fazer alguém desistir de buscar um direito — ou criar uma expectativa que não existe.

Um exemplo recente foi a fake news sobre a reabilitação profissional e a aposentadoria por incapacidade permanente.

Por isso, é tão importante ouvir um especialista e não acreditar em qualquer vídeo ou manchete alarmista.

Você já recebeu alguma informação sobre INSS que depois descobriu que era falsa? Conta aqui nos comentários.

11/05/2026

Hoje estamos começando a semana… e se você vai passar por perícia de prorrogação do INSS, já aproveita porque segunda também é dia de caixinha de perguntas nos stories 👇

E eu já começo por uma das perguntas que eu mais recebo por aqui: quais documentos levar na perícia?

📲 Aproveita e manda sua dúvida que eu respondo 💬

A CLT não proíbe negociação.Ela estabelece o mínimo que não pode ser retirado.Esses limites existem porque a relação de ...
09/05/2026

A CLT não proíbe negociação.
Ela estabelece o mínimo que não pode ser retirado.

Esses limites existem porque a relação de trabalho não é equilibrada.
Quem depende do salário dificilmente consegue dizer “não” quando há pressão para aceitar condições piores.

Por isso a proteção legal continua sendo necessária — mesmo quando falam em “livre negociação”.

Você acha que a negociação individual realmente protege o trabalhador?

Essa decisão chamou a atenção de quem trabalha em banco.Uma bancária conseguiu pensão vitalícia integral após adoecer no...
08/05/2026

Essa decisão chamou a atenção de quem trabalha em banco.

Uma bancária conseguiu pensão vitalícia integral após adoecer no trabalho.

Foram quase 20 anos de:
• metas cada vez mais altas
• jornadas prolongadas
• pressão diária por resultados
• cobranças constantes

O Tribunal reconheceu que o ambiente de trabalho causou o adoecimento.

E aqui está o ponto que muita gente não sabe:
quando o nexo com o trabalho é comprovado, o dano moral é presumido.

Isso signif**a que a trabalhadora não precisou provar o sofrimento.
A própria doença já demonstra o dano.

Resultado da condenação:
• Pensão vitalícia de 100% do salário
• Indenização de R$ 50 mil por danos morais.

Se o trabalho está afetando sua saúde mental, isso precisa ser investigado.

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