Priscila Arraes Reino

Priscila Arraes Reino Especialista em Direitos Trabalhistas e Previdenciario por doenças ocupacionais e acidentes de trabalho.

18/08/2026

Você se lembra do acidente. Mas se lembra do que fizeram você acreditar depois dele?

Para a empresa, o acidente parecia pequeno demais para ser registrado. Para você, foi grande o bastante para deixar consequências muito depois daquele dia.

Às vezes, o trabalhador só percebe como foi tratado quando olha para trás e entende tudo o que não foi feito.

Depois do seu acidente, cuidaram de você ou apenas tentaram encerrar o assunto?

17/08/2026

O INSS manda o trabalhador voltar. A empresa afirma que ele não tem condições de trabalhar.

Nesse conflito, a empresa pode deixá-lo sem benefício e sem salário?

A resposta é não.

Se o médico do trabalho impede o retorno, a empresa não pode simplesmente deixar o trabalhador sem trabalhar e sem receber.

Falei sobre o limbo previdenciário durante minha participação no programa Cultura e Saber, da TV Alesp.

A entrevista completa está disponível no canal da TV Alesp no YouTube.

Aposentadoria por incapacidade permanente aos 49 anos.Para quem olha de fora, pode parecer uma conquista. Para quem rece...
16/08/2026

Aposentadoria por incapacidade permanente aos 49 anos.

Para quem olha de fora, pode parecer uma conquista. Para quem recebe a notícia, muitas vezes é a confirmação de uma perda enorme.

Ontem, uma cliente me mandou o resultado da perícia acompanhado de uma frase que ficou comigo:

“Do lado de cá tem alguém em pedaços.”

E é sobre isso que quase ninguém fala.

Adoecer a ponto de não conseguir mais trabalhar não é ganhar férias. Não é prêmio. Não é vida fácil.

É lidar com a doença, com as limitações, com a perda de renda, com os gastos do tratamento e, muitas vezes, com a perda de uma parte importante da própria identidade.

E ainda existe o julgamento.

“Está encostado.”
“Não quer trabalhar.”
“Vive do INSS.”

Fraudes existem e devem ser combatidas. Mas transformar todo trabalhador afastado em suspeito é cruel e injusto.

Por trás de um benefício previdenciário existe uma história que você não conhece.

Você vê o benefício.
Mas não vê o preço que a pessoa pagou por ele.

Talvez alguém precise ler isso antes de julgar um colega, um amigo ou alguém da própria família.

14/08/2026

O intervalo para refeição e descanso não deveria existir só no papel.

Se você precisava comer correndo, interrompia a pausa para atender demandas ou continuava trabalhando durante o horário que deveria ser de descanso, é importante olhar com atenção para essa rotina.

Registros de ponto, mensagens, horários e até testemunhas podem ajudar a demonstrar como esse intervalo acontecia na prática.

A empresa não respeitava corretamente o seu intervalo? Essa situação pode gerar direitos trabalhistas.

Como era o seu intervalo no trabalho? Conte nos comentários.

Um acidente de trabalho não termina necessariamente quando o trabalhador volta para casa.Às vezes, a empresa registra o ...
13/08/2026

Um acidente de trabalho não termina necessariamente quando o trabalhador volta para casa.

Às vezes, a empresa registra o ocorrido, presta atendimento e segue a rotina.

Mas ficam perguntas que precisam ser feitas:

O acidente foi realmente investigado? As causas foram identificadas? As provas foram preservadas? As medidas de segurança foram corrigidas?

E existe outro ponto importante: ter passado algum tempo não significa, por si só, que o trabalhador perdeu o direito de buscar uma reparação.

Dependendo das circunstâncias, um acidente pode gerar consequências que vão muito além daquele dia — especialmente quando deixa sequelas, reduz a capacidade de trabalho ou causa outros prejuízos.

Por isso, se você sofreu um acidente de trabalho e sente que a situação simplesmente foi deixada para trás, vale entender o que aconteceu e quais direitos podem existir no seu caso.

⚠️ Os prazos para buscar esses direitos existem e variam conforme a situação. Por isso, não deixe a análise para depois.

12/08/2026

Uma queda, um corte ou um acidente com máquina são situações mais fáceis de identificar como acidente de trabalho.

Mas o adoecimento também pode acontecer aos poucos.

No frigorífico, movimentos repetitivos, esforço físico e ritmo intenso podem causar problemas nas mãos, nos braços, nos ombros e na coluna.

Tanto o acidente típico quanto a doença ocupacional podem gerar direitos trabalhistas e previdenciários, dependendo do caso.

Se você sofreu um acidente ou adoeceu trabalhando em frigorífico, acesse o link da bio para que nossa equipe possa analisar o que aconteceu e orientar você sobre os direitos que podem existir.

11/08/2026

Trabalhar com peso e esforço repetitivo pode cobrar um preço da sua coluna e também mudar seus direitos.

Hérnia de disco, dores lombares, problemas no pescoço e outros problemas de coluna podem estar relacionados ao trabalho.

E isso pode acontecer depois de anos de esforço: carregando peso, fazendo movimentos repetitivos, trabalhando abaixado, em pé por muitas horas ou em posições desconfortáveis.

A doença também não precisa ter começado de uma hora para outra. O trabalho pode ter **causado ou agravado** um problema que foi aparecendo aos poucos.

Quando existe relação com o trabalho, podem existir direitos trabalhistas e previdenciários que precisam ser avaliados.

Por isso, não olhe apenas para o diagnóstico. **O que você fazia no trabalho também importa.**

Se você trabalha ou trabalhou em atividade pesada e desenvolveu um problema na coluna, seus exames e documentos médicos, junto com o histórico do seu trabalho, podem ajudar a entender se existe relação entre a doença e a atividade profissional.

Sua coluna pode contar uma história de anos de trabalho. E essa história pode fazer diferença nos seus direitos.

10/08/2026

Recebeu uma proposta de acordo em um processo trabalhista? Não aceite antes de saber exatamente o que está em jogo.

É comum que, durante um processo, a empresa apresente uma proposta para encerrar a discussão.

Mas existe um ponto que merece muita atenção:

ao aceitar um acordo, você pode estar abrindo mão de direitos que nem sabia que poderia reivindicar.

Uma doença ocupacional que não foi identificada, uma diferença salarial, horas extras, verbas que ficaram de fora ou até outros direitos relacionados ao contrato de trabalho podem não estar sendo considerados naquele momento.

E o problema pode aparecer só depois, quando você descobrir que poderia ter discutido aquela questão.

Por isso, antes de aceitar qualquer proposta, é importante analisar não apenas quanto a empresa está oferecendo, mas quais direitos estão sendo encerrados com aquele acordo.

O que parece uma solução hoje pode significar a perda de direitos que você só descobriria amanhã.

Antes de assinar, procure uma advogada especializada e entenda exatamente o que você está abrindo mão.

08/08/2026

Zerar a fila do INSS pode parecer uma boa notícia. Mas a pergunta é: a que custo?

Quando a redução acontece por meio de benefícios negados indevidamente e perícias que não avaliam corretamente a realidade do segurado, o problema não é resolvido. Apenas muda de lugar.

O trabalhador que teve o benefício negado precisa recorrer e, muitas vezes, buscar a Justiça para ter um direito reconhecido. No fim, aumentam os custos para o segurado, para a Previdência e para o Judiciário.

Não adianta comemorar uma fila menor se, para isso, direitos estão sendo deixados para trás.

Você já teve um benefício negado pelo INSS? Conte aqui nos comentários.

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