25/04/2026
A regulamentação da atividade multimídia, introduzida pela Lei 15.325/2026, surge com a promessa de organizar o setor e trazer mais segurança jurídica. Na prática, o cenário é mais complexo.
O setor sempre operou com autonomia criativa e relações contratuais pouco padronizadas. Com o reconhecimento formal da atividade, aumenta também a responsabilização jurídica.
O primeiro impacto aparece na forma de contratação. Modelos como a pejotização tendem a ser analisados com mais rigor, ampliando o risco de discussões sobre vínculo empregatício.
Outro ponto sensível é a propriedade intelectual. Sem cláusulas claras sobre titularidade e uso, conflitos passam a ser mais frequentes.
Para empresas, o impacto é imediato. Contratos genéricos deixam de ser sustentáveis. A informalidade, antes tolerada, tende a se tornar passivo.
O ponto central não está apenas na existência da lei, mas na forma como o mercado irá reagir. Regulamentar não significa limitar, mas exige adaptação.
Quem se antecipa com estrutura contratual sólida opera com mais segurança. Os demais passam a atuar expostos.