25/06/2024
Eu nem me lembro quando tudo começou, não sei exatamente a idade que eu tinha ou quando intendi que aquilo era errado, morávamos todos no mesmo terreno, acredito que eu tinha aproximadamente 8 anos e ele 15 anos.
Quando ele me mostrou seu p***s pela primeira vez, eu não entendi direto o que ele falava e nem o que ele queria, afinal era meu primo, vivíamos juntos, e mostrava algo que que eu nunca havia visto.
Eu pensei que tivesse sido sem querer, que por ventura eu tivesse pego ele nas necessidades básicas dele, mas não, afinal, ele estava no quarto onde eu dormia com meus pais. Eu me assustei “o que ele fazia com o p**i na mão?”, “o que ele me falava?”.
A ficha demorou alguns segundos para cair, eu sabia que aquilo não era certo e me causou um sentimento de dor horrível, sai correndo para o quintal, e ele me disse “não conta nada para ninguém, porque vou falar que é mentira e vão acreditar em mim porque sou mais velho”. E assim me calei pela primeira vez.
Os anos se passaram e sempre que ele tinha a oportunidade ele se masturbava e me chamava para fazer s**o oral nele, eu me sentia tão enojada, e sempre guardando esse segredo dentro de mim, afinal me sentia culpada por tudo.
Ele esperava o momento certo, afinal a casa onde morávamos era cheia de gente, porém, ele sempre achava uma oportunidade, várias vezes ele me pedia s**o oral, e em, troca ele dizia que deixaria eu brincar com um jogo dele.
Só Deus sabe o quanto eu sofri, o quanto eu chorei, foram anos de tortura psicológica, ele nunca chegou a colocar a mão em mim porque eu sempre ameaçava de gritar, e ele sabia que a mãe dele e nossa vó escutaria.
Assim fui crescendo com traumas, tentando me esconder, me vestido com roupas mais largas.
Os assédios pararam por um tempo, na verdade eu imaginei que havia parado, foi quando eu percebi que todas as vezes que eu entrava para tomar banho, o telefone da minha casa tocava insistentemente até que eu saísse do banho para atender, e notei que todas as vezes ele estava na janela da casa dele.
Claro que eu já havia me acostumado a trancar a porta da minha casa, para evitar que ele entrasse e que me forçasse á algo, mas Deus foi muito bom e isso nunca aconteceu, e ele parou de me assediar, mesmo que por um pequeno espaço de tempo.
Os anos se passaram e eu com meus 15 anos, mais ou menos, e ele 22 anos, adentrei na casa dele atrás da minha tia, mãe dele, eu não sabia que ela havia saído, era um domingo, meus pais estavam em casa, isso foi a minha salvação, eu entrei chamando:
- Cláudia, Cláudia.
Ele abriu a porta do banheiro, completamente nu, e me disse: “Vem aqui”.
Sai desesperada, chorando, eu já não mais aguentava aquela situação, fui direto pro banheiro e minha mãe vendo aquilo foi atrás e me questionou, claro que no primeiro momento fiquei com medo dela não acreditar, fiquei com medo da reação do meu pai, e não queria contar, mas tive coragem e contei.
Nesse meio tempo minha tia havia voltado, e ele já estava vestido, minha mãe me abraçou e me prometeu que jamais ele faria aquilo de novo, em momento algum ela duvidou de mim, e imediatamente ela chamou meu pai e conto o que acabava de saber, meu pai foi tomado por um ódio ensurdecedor, pegou a arma dele e foi até a casa da minha tia.
O caos estava instaurado, entre gritos, xingos, choros, meu pai ameaçava dar um tiro na cara dele (do próprio sobrinho), minha tia pedia pelo amor de Deus e perguntava o que estava acontecendo, minha mãe entrou no meio e intercedeu para que meu pai não acabasse com a vida por causa daquele lixo que ali estava sem falar um “A”.
Minha prima, irmã dele, de 16 anos, me olhava com ódio e me xingava com os nomes mais pejorativos que eu podia ouvir, detalhe, meus avós vendo e ouvindo tudo sem acreditar no que estava acontecendo, foi quando o abusador resolveu falar.
Ele assumiu tudo que havia feito ao longo dos anos, alegando que na época era apenas um garoto e não sabia direito o que fazia, mas negou que naquele momento havia me chamado, dizendo que tinha dito: “Quem tá aí?”
Para meus pais já não importava mais o que ele havia dito naquele momento, mas sim tudo o que ele havia me feito passar. Meu pai decidiu que dali sairíamos, obvio que ainda demorou meses pois não tínhamos casa e meus pais ganhavam pouco, mas dobramos a atenção, ele sabia que todos sabiam então de fato parou de me chamar e passou apenas a observar.
Com muito esforço meus pais conseguiram comprar o nosso lar, e me levou para longe dalí. O mais triste é que por anos não consegui ir na casa deles ver meus avós, sentia bloqueio, na verdade ainda sinto, porque não deixo minha filha se aproximar dele, nunca deixei, sinto nojo, medo, não sei se já perdoei, mas a marca ficou em mim, porém, contarei em outro momento.
Baseados em fatos reais. Nomes fictícios.