03/03/2026
A Dra. Tatiana Coelho, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, desenvolveu a polilaminina, uma substância com potencial de estimular a regeneração de neurônios em casos de lesões na medula, trazendo esperança para pacientes com paraplegia.
O grupo optou por uma estratégia comum na área de inovação: depositar a patente ainda no início do projeto, antes mesmo dos te**es em humanos. Isso porque a proteção patentária garante exclusividade por 20 anos a partir do depósito. É uma decisão técnica e estratégica, pensada para assegurar competitividade e atrair investidores.
O desafio surgiu depois. A manutenção de patentes no exterior exige pagamento de taxas periódicas em cada país onde se busca proteção. Sem esses pagamentos, a exclusividade deixa de existir nesses territórios, e a tecnologia pode ser explorada por terceiros.
Esse caso nos ensina algo essencial: inovação não é só descoberta científica. É também planejamento jurídico, financeiro e internacional. Saber quando depositar, por qual via (como o PCT), em quais países entrar e como manter essa proteção ativa faz parte da estratégia de crescimento.
Porque propriedade intelectual não é apenas um pedido de patente, podem ser vários, mas é sempre um ativo estratégico. Vantagem competitiva, o que transforma pesquisa de mercado e conhecimento em patrimônio.
Se você está desenvolvendo uma solução inovadora, pense na proteção desde o primeiro passo. O sucesso começa muito antes do lançamento.