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Cardella Advogados Escritório especializado em Direito Penal Empresarial. Campinas SP.

Possivelmente você já ouviu ou leu alguma notícia envolvendo esquemas de corrupção e licitações.Mas você sabe quais as c...
25/08/2025

Possivelmente você já ouviu ou leu alguma notícia envolvendo esquemas de corrupção e licitações.

Mas você sabe quais as consequências?

A licitação é um processo para que a administração possa comprar bens ou contratar serviços, buscando a opção mais vantajosa e evitando ilegalidades.

Nessa linha, a lei penal prevê p***s bastante graves para aqueles que, em prejuízo da administração, fraudam o processo de licitação ou contratos originados de licitações.

Essa fraude pode se dar, por exemplo, das seguintes formas:

• Entrega de mercadoria ou prestação de serviços com qualidade ou em quantidade diversas das previstas no edital ou nos instrumentos contratuais.

• Entrega de uma mercadoria por outra.

• Alteração da substância, qualidade ou quantidade da mercadoria ou do serviço fornecido.

Vale dizer que esses são ap***s exemplos, cabendo sempre a análise detalhada do caso concreto para verificar o enquadramento legal mais adequado.

Tais condutas podem ser punidas com uma pena de reclusão, que varia de 4 a 8 anos, além de multa.

O STJ decidiu que são nulas as provas obtidas por câmeras instaladas pela polícia sem autorização judicial para monitora...
22/08/2025

O STJ decidiu que são nulas as provas obtidas por câmeras instaladas pela polícia sem autorização judicial para monitorar suspeitos em via pública.

O caso envolveu um suspeito de tráfico de dr**as, que teve câmeras instaladas pela polícia apontadas diretamente para a sua casa, as quais geraram imagens como prova contra ele.

A defesa entrou com um habeas corpus pedindo a anulação das provas e o trancamento do processo.

O entendimento é de que a câmera foi instalada sem ordem judicial, violando o direito à privacidade e a legalidade da investigação.

De início, a Justiça negou o pedido.

Contudo, ao analisar o processo, o STJ anulou essas provas, sob alegação de violação da legalidade e da cadeia de custódia.

A decisão seguiu como principais pontos:

→ A polícia não pode instalar câmeras para vigiar suspeitos sem autorização judicial;

→ As imagens foram apagadas, impossibilitando a perícia;

→ O equipamento não estava sendo usado para monitoramento de tráfego ou segurança pública, mas sim para uma investigação direcionada;

→ A prisão em flagrante baseada nessas provas foi considerada ilegal.

Com isso, foi concluído que, no caso específico, a instalação da câmera foi inquestionavelmente ilegal, pois foi feita para vigiar uma única pessoa sem controle judicial.

O Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) é uma alternativa prevista no Código de Processo Penal que busca evitar o proces...
21/08/2025

O Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) é uma alternativa prevista no Código de Processo Penal que busca evitar o processo judicial.

Ele permite uma solução rápida e efetiva mediante o cumprimento de condições pelo investigado.

Em um breve resumo, é um acordo entre o Ministério Público e o investigado, no qual este confessa a prática do crime e aceita cumprir as condições estipuladas.

O ANPP é previsto para crimes cometidos sem violência ou grave ameaça, para os quais a pena mínima seja inferior a quatro anos.

Porém, existem situações que o tornam inaplicável:

→ Quando é possível aplicar a transação penal de competência dos Juizados Especiais Criminais, conforme previsto na legislação;

→ Se houver reincidência ou indícios de prática habitual, reiterada ou profissional de crimes, salvo se as infrações anteriores forem insignificantes;

→ Caso o investigado já tenha sido beneficiado com ANPP, transação penal ou suspensão condicional do processo nos cinco anos anteriores à infração;

→ Nos casos de violência doméstica, familiar ou crimes praticados contra a mulher por razões da condição de s**o feminino, em favor do agressor.

Imagine a situação em que um policial recebe uma denúncia anônima de que está acontecendo um crime de tráfico de dr**as....
20/08/2025

Imagine a situação em que um policial recebe uma denúncia anônima de que está acontecendo um crime de tráfico de dr**as.

Ao chegar próximo ao local, o suspeito quebra o próprio celular.

A principal dúvida é: esse suspeito cometeu um crime?

A resposta inicial é depende!

Primeiramente, é preciso pontuar que não existe nenhum crime no Código Penal que aborde essa ação específica de destruição do próprio celular.

Porém, é possível pensar que essa ação venha a configurar uma modalidade de fraude processual ou de obstrução de justiça.

A realidade é que cada tribunal do nosso país já decidiu de maneira diferente.

O Tribunal do Rio Grande do Norte, por exemplo, já entendeu que não existiu fraude, porque o réu não tinha intenção de enganar juiz ou perito.

Já o Distrito Federal, num caso de organização criminosa, entendeu que essa ação dificultou o acesso às provas e foi condenado por obstrução à justiça.

No entanto, mesmo que a conduta não seja crime, a depender do contexto, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) já entendeu que essa ação pode justificar a prisão do sujeito.

Essa questão foi abordada numa situação em que o acusado descartou o aparelho celular no vaso sanitário, com a intenção de dificultar o acesso dos policiais às provas, o que autorizou a prisão.

Portanto, a pergunta do título ainda não tem uma resposta completamente definida, mas vem sendo discutida intensamente pelos operadores do direito.

Você já ouviu falar dos crimes falimentares?Previstos na Lei de Recuperação de Empresas e Falência, esses delitos consis...
18/08/2025

Você já ouviu falar dos crimes falimentares?

Previstos na Lei de Recuperação de Empresas e Falência, esses delitos consistem em atos fraudulentos - enganosos - que buscam beneficiar a empresa em crise, os administradores, terceiros ou determinados credores, em prejuízo aos demais.

Um crime falimentar ocorre, por exemplo, quando a companhia devedora oculta seus bens a fim de impedir a garantia de pagamento aos credores que emprestaram dinheiro. O Direito Penal será responsável, nesse caso, por punir os donos ou terceiros que esconderam o patrimônio!

No geral, essas violações podem ser praticadas antes, durante ou após os processos de:

a) Recuperação judicial - procedimento no qual o juiz estabelece medidas para evitar que a empresa quebre.

b) Recuperação extrajudicial - quando a negociação para satisfação da dívida ocorre diretamente entre credor e devedor, sem a necessidade da intervenção de um magistrado.

c) Falência - processo pelo qual o juiz utilizará dos bens do devedor para cobrir o valor do débito.

Para a prevenção do crime falimentar na sua empresa, é importante a presença de um advogado capaz de analisar as transações e prestar informações corretas.

Tanto a corrupção passiva quanto a concussão estão entre os crimes relacionados à repressão de condutas indevidas por pa...
15/08/2025

Tanto a corrupção passiva quanto a concussão estão entre os crimes relacionados à repressão de condutas indevidas por parte de agentes públicos.

Para entender as diferenças de uma forma mais clara, vamos esquematizar as condutas proibidas pela lei penal.

A concussão se configura quando o agente exige vantagem indevida, para si ou para outra pessoa, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela.

A corrupção passiva ocorre quando o agente público solicita, recebe ou aceita a promessa de vantagem indevida, para si ou para outra pessoa, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela.

Como você deve ter percebido, a diferença essencial é a gravidade da conduta escolhida pelo agente para obter a vantagem.

Enquanto na concussão o agente público exige, ou seja, determina de forma categórica, na corrupção passiva há uma solicitação, que seria ap***s o pedido ou aceitação da promessa da vantagem.

Em ambos os casos, a conduta de exigir ou solicitar a vantagem deve ser em razão do seu cargo ou função pública, ainda que não a esteja exercendo no respectivo momento.

Os crimes também abrangem situações em que o agente ainda não tenha tomado posse do cargo ou função, mas faz uso da situação futura para cometer o crime.

A pena para esses crimes é de reclusão e varia entre 2 e 12 anos, além de multa.

Atenção! Sua empresa pode estar cometendo atos considerados fraudes tributárias!Os delitos de fraude consistem no impedi...
13/08/2025

Atenção! Sua empresa pode estar cometendo atos considerados fraudes tributárias!

Os delitos de fraude consistem no impedimento de um fato que gere tributo ou na exclusão/modificação de suas características para reduzir o valor devido.

Fique de olho em situações como:

a) Prestar declarações falsas às autoridades fazendárias;
b) Inserir elementos incorretos em documentos ou livros fiscais;
c) Adulterar notas fiscais e outros documentos.

É importante tomar cuidado com qualquer ato enganoso que busque afastar o pagamento de tributos.

O crime é um ato proibido por lei, com previsão de pena.Contudo, há situações em que o contexto pode afastar a ilegalida...
12/08/2025

O crime é um ato proibido por lei, com previsão de pena.

Contudo, há situações em que o contexto pode afastar a ilegalidade da conduta, tornando o ato justificado.

É o que chamamos de excludente de ilicitude:

1 – Estado de necessidade:

Quando o agente pratica o ato para proteger um bem maior diante de um perigo iminente. Por exemplo, invadir uma casa para salvar alguém de um incêndio.

2 – Legítima defesa:

É a proteção de si mesmo ou de terceiros contra uma agressão injusta. Como causar uma lesão corporal em um assaltante para evitar que ele atire.

3 – Estrito cumprimento de dever legal:

Quando o agente age para cumprir a lei ou uma ordem legal. Por exemplo, um oficial de justiça pode arrombar a porta de um imóvel para garantir uma penhora.

4 – Exercício regular de direito:

A prática de um direito reconhecido, dentro das regras estabelecidas. Como as lesões causadas durante um esporte, como boxe ou futebol, respeitando as normas.

Se o agente exceder os limites necessários, poderá ser responsabilizado pelo excesso.

Por isso, é essencial que a ação seja proporcional e indispensável à situação.

A lesão corporal é um crime que pode ter diferentes graus de gravidade, cada um com consequências legais distintas.Confi...
11/08/2025

A lesão corporal é um crime que pode ter diferentes graus de gravidade, cada um com consequências legais distintas.

Confira:

1 – Lesão corporal leve ou simples:

Essa é a classificação básica, na qual as lesões não causam incapacidade permanente ou profunda.

Por definição legal, lesão corporal leve é toda lesão corporal que não se encaixe nas demais categorias.

Nesse caso, a pena é de detenção de três meses a um ano.

2 – Lesão corporal grave:

Acontece quando a lesão incapacita a vítima para as ocupações habituais por mais de 30 dias, coloca sua vida em risco, causa debilidade permanente de membro, sentido ou função ou acelera o parto.

Nesse caso, a pena é de reclusão de um a cinco anos.

3 – Lesão corporal gravíssima:

Inclui consequências como incapacidade permanente para o trabalho, enfermidade incurável, perda ou inutilização de um membro, sentido ou função, deformidade permanente ou até ab**to.

Nesse caso, a pena é de reclusão de dois a oito anos.

4 – Lesão corporal seguida de morte:

Esse é o tipo mais severo, onde a lesão resulta na morte da vítima.

É importante destacar que, nesse caso, o agressor não tinha intenção de matar, nem assumiu o risco dessa consequência.

Nesse caso, a pena é de reclusão de 4 a 12 anos.

O crime de falso testemunho, pode trazer sérias consequências para quem é considerado culpado.Quem presta informações fa...
06/08/2025

O crime de falso testemunho, pode trazer sérias consequências para quem é considerado culpado.

Quem presta informações falsas como testemunha, perito, contador, tradutor ou intérprete em processos judiciais, administrativos ou arbitrais pode ser condenado a uma pena de dois a quatro anos de reclusão, além de multa.

Quando há fatores agravantes, a pena pode ser aumentada se:

→ O crime for cometido mediante suborno;

→ A falsidade tiver como objetivo influenciar um processo penal;

→ O processo em questão envolver entidades da administração pública direta ou indireta.

Além da reclusão, o culpado também pode ser obrigado a pagar uma multa, cujo valor será definido pelo juiz, considerando a gravidade do ato.

O crime deixa de ser punível se a pessoa se retratar ou contar a verdade antes da sentença do processo no qual a mentira foi dita.

É uma chance de reparar o erro e evitar a punição.

Temas que envolvem porte e posse de armas de fogo, seus acessórios e munições são controversos e geram, quase sempre, mu...
04/08/2025

Temas que envolvem porte e posse de armas de fogo, seus acessórios e munições são controversos e geram, quase sempre, muito debate.

No entanto, mesmo em um cenário de constantes alterações legislativas, a posse de munição é, sim, considerada crime, embora existam exceções absolutamente pontuais.

A regra que se deve ter em mente é que, para possuir ou portar armas de fogo e munições, é indispensável a respectiva autorização legal.

Tal autorização é concedida pela Polícia Federal e, em casos muito específicos, pelo Exército Brasileiro, que são os órgãos de controle e fiscalização de armamentos no Brasil.

Fora dessa regra, ou seja, sem autorização legal a posse do item pode motivar a prisão do indivíduo.

Esse delito se enquadra na mesma conduta criminosa que a posse de arma de fogo.

Se a munição for de um calibre permitido, a pena imposta é de detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, além do pagamento de multa.

Porém, se falarmos de munição de calibre restrito, a pena poderá variar entre 3 (três) e 6 (seis) anos de reclusão, além de multa.

A exceção mencionada acima, em que a conduta pode não ser considerada crime, ocorre quando o indivíduo é flagrado com uma única munição e sem o armamento.

Seria o exemplo do agente que usa a munição como mero enfeite ou decoração, ou que a esqueceu em suas roupas ou pertences.

Em tais situações, poderá ser aplicado o princípio da insignificância, que considera a conduta como um indiferente penal, por conta de sua baixíssima potencialidade lesiva.

Porém, é fundamental ressaltar que essa conclusão sempre dependerá da análise do Ministério Público e juiz.

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Você sabia que nem toda prática de contravenção penal gera reincidência?Primeiramente, é importante pontuar que, de modo...
01/08/2025

Você sabia que nem toda prática de contravenção penal gera reincidência?

Primeiramente, é importante pontuar que, de modo geral, os crimes são uma espécie de infração penal mais grave, com p***s mais severas.

Já as contravenções penais são infrações menos graves, com p***s menos significativas.

Quando falamos de reincidência, estamos tratando de um agravante que pode influenciar diretamente a pena de uma pessoa.

Ela ocorre quando alguém, após ser definitivamente condenado por uma infração penal, comete outra infração.

Mas não é tão simples assim!

Se uma pessoa foi condenada por uma contravenção penal e pratica outra contravenção, será considerada reincidente.

Agora, se ela foi condenada por uma contravenção e, posteriormente, comete um crime, não será considerada reincidente.

Por outro lado, quem é condenado por um crime após já ter sido condenado por outro, é considerado reincidente.

Por fim, quem é condenado por um crime e, depois, pratica uma contravenção também será considerado reincidente.

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