22/04/2026
No ano passado, 2.466 empresas entraram na Justiça com processos para reestruturar as contas. O número é o mais alto desde 2016, de acordo com pesquisa do Serasa Experian.
A taxa de juros elevada e um crédito mais seletivo têm asfixiado o caixa das empresas. De acordo com reportagem da CNN Brasil, o endividamento apenas das empresas de capital aberto no Brasil já alcança R$ 2,3 trilhões.
Alguns destaques da pesquisa:
• 977 processos de recuperação judicial em 2025, maior volume desde 2016 (+5,5% vs. 2024);
• 2.466 empresas (CNPJs) envolvidas no último ano, alta de 13% e recorde da série;
• recuperação judicial segue como instrumento de ajuste de balanço em ambiente de crédito mais seletivo.
O setor agropecuário é o recordista com 743 empresas em recuperação judicial, 30,1% do total. Serviços vem em segundo lugar com 30% (739), e seguida, Comércio (21,7%; 535 CNPJs) e Indústria (18,2%; 449 empresas).
Outro dado relevante é o número de empresas inadimplentes em janeiro de 2026: 8,7 milhões de CNPJs negativados, com dívida média de R$ 23.138,40 e cerca de 7 restrições por CNPJ negativado.
Os pedidos de falência, no entanto, registraram queda. Foram registrados 698 CNPJs com pedidos de falência em 2025, recuo de 19% na comparação com 2024.
A recuperação judicial é uma estratégia de sobrevivência assistida. Sob supervisão da justiça e com prazos rigorosos, serve para a empresa se reorganizar e preservar sua viabilidade a longo prazo.