15/08/2026
EU SÓ PEÇO A DEUS QUE EU NÃO SEJA INDIFERENTE.
Há uma música que deveria ser ouvida por todos nós antes de escolhermos quem vai governar o nosso país.
“Eu Só Peço a Deus.”
Ela não pede riqueza.
Não pede poder.
Não pede uma vida sem problemas.
Ela pede algo muito mais difícil:
Que a dor não nos seja indiferente.
Que a injustiça não nos seja indiferente.
Que a mentira não nos seja indiferente.
Que a guerra não nos seja indiferente.
E talvez seja exatamente isso que esteja faltando a nós, brasileiros.
Não falta informação.
Não falta indignação.
Não faltam problemas.
O que muitas vezes falta é consciência.
Nós reclamamos da corrupção, mas continuamos elegendo os mesmos.
Reclamamos da saúde, mas não perguntamos quem administrou mal os recursos.
Reclamamos da educação, da segurança, dos impostos, da falta de oportunidades, da violência e do abandono.
Mas, quando chega a eleição, quantos de nós realmente param para perguntar:
“O que esse político fez com o voto que recebeu?”
Quantos analisam o passado?
Quantos verificam as promessas?
Quantos procuram saber de onde vieram os recursos?
Quantos acompanham o mandato?
Quantos votam pela consciência, e não pela emoção, pela amizade, pela promessa, pela propaganda ou pela velha tradição de sempre escolher os mesmos nomes?
É aqui que precisamos tocar na ferida.
Político não é dono do nosso voto.
Mandato não é herança.
Cargo público não é propriedade particular.
E eleitor não pode entregar o próprio futuro e depois lavar as mãos dizendo:
“Eu não tenho nada a ver com isso.”
Temos, sim.
Todos nós temos.
Porque quando falta médico no posto, alguém sofre.
Quando falta segurança, alguém sofre.
Quando uma criança não recebe educação adequada, alguém sofre.
Quando o dinheiro público é mal utilizado, alguém paga.
Quando a corrupção prospera, quem trabalha honestamente paga a conta.
Quando a mentira vence a verdade, toda a sociedade perde.
E quando permanecemos indiferentes, também fazemos parte do problema.
Não estou dizendo que devemos pensar todos da mesma maneira.
Não devemos.
Democracia pressupõe divergência.
Podemos ter opiniões diferentes, ideologias diferentes, prioridades diferentes.
Mas existe algo que deveria nos unir:
o compromisso de não entregar nosso voto de olhos fechados.
Não precisamos odiar ninguém.
Precisamos apenas aprender a não idolatrar políticos.
Político não é salvador.
Político é servidor público.
E servidor público deve ser cobrado.
Talvez seja hora de abandonar uma velha prática:
“Eu sempre votei nele.”
Sempre?
E o que ele fez?
O que mudou?
O que prometeu?
O que cumpriu?
O que deixou de cumprir?
Quem ele representa?
A quem ele presta contas?
Não vote porque alguém mandou.
Não vote porque alguém gritou mais alto.
Não vote porque alguém prometeu aquilo que você queria ouvir.
Pesquise.
Compare.
Questione.
Confira.
Pense.
E, principalmente:
Não seja indiferente.
Porque o perigo não está apenas naquele que faz o mal.
Existe também perigo naquele que vê o mal acontecendo e decide que não é problema seu.
A indiferença é silenciosa.
E justamente por isso é tão perigosa.
Ela permite que os mesmos erros se repitam.
Permite que os mesmos nomes voltem.
Permite que as mesmas promessas sejam recicladas.
Permite que a memória desapareça.
E quando esquecemos o passado, ficamos condenados a assistir novamente à mesma história.
Por isso, neste ano eleitoral, antes de perguntar:
“Quem eu vou votar?”
Talvez devêssemos perguntar:
“Que tipo de cidadão eu quero ser?”
Porque o futuro do Brasil não é responsabilidade apenas de quem ocupa Brasília.
É responsabilidade também de quem aperta a tecla CONFIRMA.
O voto é pequeno.
Mas a consequência dele pode ser gigantesca.
Somos responsáveis uns pelos outros.
Pelo desconhecido que está na fila do hospital.
Pela criança que precisa de uma escola melhor.
Pelo trabalhador que acorda antes do sol nascer.
Pela família que teme a violência.
Pelo idoso que precisa de dignidade.
Pelo jovem que procura uma oportunidade.
Pelo brasileiro que trabalha, paga impostos e espera apenas que o Estado cumpra a sua parte.
Somos todos parte da mesma sociedade.
E é por isso que eu não quero passar pela vida reclamando de tudo aquilo que poderia ter ajudado a mudar.
Não quero chegar ao fim olhando para trás e pensando:
“Eu poderia ter feito alguma coisa.”
Quero poder dizer:
Eu procurei saber.
Eu questionei.
Eu acompanhei.
Eu cobrei.
Eu votei com consciência.
Eu não fui indiferente.
Porque, no fim, talvez seja isso que realmente importe.
Não aquilo que conquistamos.
Mas aquilo que fizemos enquanto estivemos aqui.
Então, neste ano eleitoral, não peço que você vote como eu.
Peço que você pense.
Não peço que escolha determinado lado.
Peço que escolha com consciência.
Não peço que acredite em mim.
Peço que não acredite cegamente em ninguém.
Pesquise os candidatos.
Conheça suas histórias.
Analise seus atos.
Examine suas promessas.
E não entregue novamente o futuro a alguém apenas porque “sempre foi assim”.
O Brasil não muda quando apenas reclamamos.
Muda quando deixamos de ser indiferentes.
E, diante de tudo aquilo que ainda podemos fazer por nós mesmos e pelos outros, eu só peço a Deus:
que a dor não me seja indiferente.
Que a injustiça não me seja indiferente.
Que a mentira não me seja indiferente.
Que o sofrimento do outro não me seja indiferente.
E, quando chegar o dia de partir,
que eu possa levar comigo a consciência tranquila de que, enquanto estive aqui, fiz a minha parte.
EU SÓ PEÇO A DEUS:
NÃO ME DEIXE SER INDIFERENTE.
Se você também acredita que cidadania começa quando deixamos de ser espectadores, compartilhe.
Talvez esta mensagem chegue justamente a alguém que precisava lê-la antes de escolher o futuro que será de todos nós.
NÃO SEJA INDIFERENTE!!!
DR. ANDRE LUIZ
ADVOGADO