30/10/2026
Após a vitória de Lula nas eleições, profissionais autônomos e pequenos empresários que manifestaram apoio ao presidente passaram a ser alvo de listas de boicote organizadas por apoiadores de Flávio Bolsonaro. A iniciativa reacende o debate sobre os limites da liberdade de expressão e as possíveis consequências jurídicas da exposição e retaliação motivadas por convicções políticas.
Em entrevista à BBC News Brasil, o advogado Gustavo Ramos (@gustavoramos.adv), sócio-diretor de Mauro Menezes & Advogados, diferencia os boicotes tradicionais, motivados pelo posicionamento público de empresas, das listas que expõem pequenos comerciantes e profissionais com base em votos presumidos ou manifestações privadas.
Para Gustavo, a divulgação dessas informações, que envolvem dados pessoais sensíveis e protegidos pela LGPD, é ilícita por si só, mesmo antes da comprovação de qualquer prejuízo. O advogado ressalta ainda que o compartilhamento das listas com o propósito de prejudicar os envolvidos pode gerar responsabilização, assim como a divulgação original.
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