Erica Bonfatti Advocacia

Erica Bonfatti Advocacia Sou Erica Bonfatti, advogada, palestrante, com pós-graduação em Direito e extensão universitá

Hoje é o Dia Internacional da Igualdade Feminina.No Brasil, 55% das pessoas ocupadas com ensino superior são mulheres. A...
27/08/2026

Hoje é o Dia Internacional da Igualdade Feminina.

No Brasil, 55% das pessoas ocupadas com ensino superior são mulheres. Ainda assim, recebemos, em média, 22% menos. Quando olhamos para as mulheres negras, a diferença salarial chega a 39,1%.

Não é falta de estudo.
Não é falta de preparo.
Não é falta de competência.

É uma estrutura que se beneficia do nosso trabalho, exige cada vez mais de nós e continua nos mantendo longe dos mesmos salários, dos espaços de poder e das decisões.

E, se a desigualdade não atinge todas da mesma forma, a luta pela igualdade também não pode ignorar raça, classe, maternidade, deficiência, sexualidade e identidade de gênero.

Não queremos apenas estar presentes. Queremos ter o nosso trabalho reconhecido, a nossa autonomia respeitada e os nossos direitos garantidos.

Porque igualdade não é permitir que algumas mulheres cheguem ao topo. É transformar as estruturas que continuam deixando tantas outras para trás.

Hoje é o Dia Internacional da Igualdade Feminina.No Brasil, 55% das pessoas ocupadas com ensino superior são mulheres. A...
27/08/2026

Hoje é o Dia Internacional da Igualdade Feminina.

No Brasil, 55% das pessoas ocupadas com ensino superior são mulheres. Ainda assim, recebemos, em média, 22% menos. Quando olhamos para as mulheres negras, a diferença salarial chega a 39,1%.

Não é falta de estudo.
Não é falta de preparo.
Não é falta de competência.

É uma estrutura que se beneficia do nosso trabalho, exige cada vez mais de nós e continua nos mantendo longe dos mesmos salários, dos espaços de poder e das decisões.

E, se a desigualdade não atinge todas da mesma forma, a luta pela igualdade também não pode ignorar raça, classe, maternidade, deficiência, sexualidade e identidade de gênero.

Não queremos apenas estar presentes. Queremos ter o nosso trabalho reconhecido, a nossa autonomia respeitada e os nossos direitos garantidos.

Porque igualdade não é permitir que algumas mulheres cheguem ao topo. É transformar as estruturas que continuam deixando tantas outras para trás.

EricaBonfattiAdvogada

14/08/2026

do agito da semana passada, porque foram muitos encontros bons em poucos dias. 💜

Comecei participando da roda de conversa que encerrou o curso de cuidadoras de pessoas autistas. Depois, estive na OAB Tatuí para a Formação em Lei Maria da Penha na Prática, com a aula “Maria da Penha, a mulher e a lei: leituras atuais sobre vulnerabilidade e gênero”. Também dei aula de diversidade para as Promotoras Legais Populares de Iperó e participei do Congresso 20 Anos da Lei Maria da Penha, realizado pela OAB Jabaquara.

Foram dias intensos, atravessados por encontros, trocas, aprendizados e pela certeza de que compartilhar conhecimento também é uma forma de construir caminhos de cuidado e transformação.

E, no meio desse agito todo, ainda tive o prazer de encontrar pessoas queridas que tornaram esses momentos ainda mais especiais. ✨

Cuidados com a Vida • Home Care
OAB Tatuí - 26ª Subseção
OAB Jabaquara/ Saúde
Comissão de Combate à Violencia Contra Mulheres da OAB Jabaquara

11/08/2026

Dia da Advocacia

Nenhuma mulher sonha em dar nome a uma lei.Maria da Penha não queria ser um símbolo. Queria terminar o mestrado, criar a...
07/08/2026

Nenhuma mulher sonha em dar nome a uma lei.
Maria da Penha não queria ser um símbolo. Queria terminar o mestrado, criar as filhas, trabalhar, envelhecer em paz. Foi a violência que transformou seu nome em lei.
A gente costuma estudar a Lei Maria da Penha como se ela tivesse começado em 7 de agosto de 2006. Mas ela começou muito antes. Começou dentro de uma casa. Começou quando uma mulher pediu ajuda e a resposta demorou quase vinte anos para chegar.
Durante muito tempo, eu também contei essa história como a história de um agressor. Hoje eu acho que ela é maior do que isso. Ela também é a história de um Estado que demorou vinte anos para responder.
Talvez seja por isso que a Lei Maria da Penha nunca tenha sido apenas uma lei penal. Ela fala de prevenção. De educação. De saúde. De assistência. De Justiça. Porque nenhuma mulher deveria depender apenas de um processo criminal para continuar viva.
Vinte anos depois, seguimos criando novas leis. Violência psicológica. Violência digital. Stalking. Violência vicária. Isso não significa que a Lei Maria da Penha falhou. Significa que aprendemos a enxergar violências que antes permaneciam invisíveis.
Ontem, enquanto preparava uma aula sobre os 20 anos da Lei Maria da Penha, uma pergunta ficou comigo. Quando uma mulher espera quase vinte anos por Justiça, quem está sendo julgado?
Hoje, no aniversário da Lei Maria da Penha, eu escolho homenagear Maria. A mulher. Porque ela nunca quis dar nome a uma lei. Ela queria apenas viver.
Se essa história tocou você, ela pode tocar outra pessoa também. Compartilhe, salve e comente quem precisa ler isso hoje.
AdvocaciaFeminista

28/06/2026

🌈 28 de Junho | Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+

Hoje celebramos o orgulho de existir, de resistir e de ocupar espaços. Celebramos todas as pessoas que vieram antes de nós e abriram caminhos para que hoje possamos viver com mais dignidade, ainda que a caminhada esteja longe de terminar.

O orgulho não nasce da ausência de dificuldades. Ele nasce da coragem de continuar existindo, amando e sendo quem somos, mesmo diante da discriminação, da violência e das tentativas de silenciamento.

É por isso que comemoramos também o enorme sucesso do nosso evento "Antes dos Direitos, a Humanidade", realizado pela Comissão de Diversidade Sexual da OAB Boituva, em parceria com o Conselho Municipal LGBT de Boituva. Foi uma noite de diálogo, arte, cultura, acolhimento e construção coletiva, reafirmando que a defesa dos direitos humanos começa pelo reconhecimento da humanidade de todas as pessoas.

Nosso agradecimento especial à Ju Fazzane, que emocionou o público com sua apresentação artística, e ao Taekwondo Boituva, pela inspiradora demonstração e aula de defesa pessoal, reforçando a importância do cuidado, da autonomia e da proteção.

Também agradecemos aos parceiros que contribuíram com os brindes do nosso sorteio: Black Soap blacksoap, Ju Marruah Jumarruah, Folim Balonismo, By Shelida SL by Shelida Lacerda, Eve Nicomedes, Adega Reis.

Às pessoas expositoras da nossa Feirinha LGBT, nosso carinho e reconhecimento: ✨ Luizh.art ✨ D'Mel Doceria Artesanal

Um agradecimento muito especial à Comissão de Convênios e Parcerias da OAB Boituva, pelo apoio na realização do evento, e ao Conselho Municipal LGBT de Boituva, pela parceria na construção de uma noite tão significativa.

Seguimos acreditando que o Direito só cumpre sua função quando reconhece, antes de tudo, a humanidade de cada pessoa.

Antes dos direitos, a humanidade.

🏳️‍🌈 Feliz Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+! Que o orgulho continue sendo também compromisso com a igualdade, a dignidade e o respeito.

Dia das MãesQuem está sustentando a vida enquanto o mundo finge que isso acontece sozinho?Nunca gostei muito do Dia das ...
10/05/2026

Dia das Mães

Quem está sustentando a vida enquanto o mundo finge que isso acontece sozinho?

Nunca gostei muito do Dia das Mães.

Talvez porque a data quase sempre transforme maternidade em produto, performance ou romantização do esgotamento. Como se cuidar fosse um dom natural, e não uma das formas mais profundas, difíceis e invisibilizadas de sustentar a vida.

Mas a maternidade também me fez enxergar coisas que antes eu não via.

Me fez perceber que essa ideia de indivíduo autônomo é uma ficção.

Uma criança não se cria sozinha. Uma casa não se sustenta sozinha. Uma vida não floresce sozinha.

E talvez o maior sintoma do adoecimento da nossa sociedade seja justamente ter transformado cuidado em responsabilidade privada, isolada e silenciosa.

Hoje se fala muito em ‘rede de apoio’, mas honestamente… às vezes o que existe é só opinião, palpite e presença simbólica.

Apoio real exige mutirão.

Mutirão de afeto. Mutirão de presença. Mutirão de comida. Mutirão de tempo. Mutirão de escuta. Mutirão de responsabilidade.

Porque sustentar a vida deveria ser tarefa coletiva.

A maternidade me aproximou muito mais da terra do que de qualquer idealização.

Ter filhos me fez entender o corpo no limite, os ciclos, o cansaço, o medo, o cultivo lento das coisas, a impossibilidade de controlar tudo e, principalmente, a interdependência.

Raiz nenhuma cresce sozinha.

E talvez maternidade tenha mais a ver com isso do que com qualquer imagem de perfeição: criar condições para que a vida exista, mesmo quando quase ninguém percebe o trabalho subterrâneo que sustenta tudo.

Isso vale para mães cis, mães trans, homens trans que maternam, avós, tias, famílias comunitárias e tantas outras formas de cuidado que existem apesar de uma lógica que insiste em transformar toda sobrevivência em tarefa individual.

A vida não se sustenta por mérito. Ela se sustenta por vínculo.

E talvez o que eu queira pensar neste Dia das Mães não seja uma homenagem idealizada à maternidade, mas a urgência de reaprender coletividade num mundo profundamente desenraizado.

Texto: Érica Bonfatti
*Imagens ilustrativas criadas por IA




CRIANÇAS TRANS EXISTEMDia Internacional da Visibilidade Trans
01/04/2026

CRIANÇAS TRANS EXISTEM
Dia Internacional da Visibilidade Trans

Quem você poderia ser se não precisasse caber no papel que escreveram para você?O 8 de março virou dia de flores. Mas an...
08/03/2026

Quem você poderia ser se não precisasse caber no papel que escreveram para você?

O 8 de março virou dia de flores. Mas antes disso foi dia de revolta.

E eu sei que muita gente diz: "pelo menos hoje a gente ganha flores." Eu entendo. Mulheres mereciam flores todos os dias, mereciam cuidado, descanso, reconhecimento.

Mas a verdade é que, enquanto recebemos flores, seguimos morrendo.

Mais de 1.400 mulheres são vítimas de feminicídio por ano no Brasil. A maior parte dessas mortes acontece dentro de casa.

É dentro de casa também que acontece a maior parte das violências se***is contra meninas e mulheres, a maioria crianças ou adolescentes, agredidas por pessoas próximas.

Isso não é acidente.

Ser "mulher", do jeito que o mundo organizou, é um papel construído historicamente pra dizer quem cuida, quem obedece, quem pertence a quem e quem tem direitos.

Não por acaso, sempre que mulheres avançam em autonomia, surgem forças tentando nos empurrar de volta. Fundamentalismos religiosos, discursos conservadores, movimentos como os chamados red pills defendendo abertamente que mulheres devem voltar a ser dependentes e submissas.

Por isso gosto tanto do conceito de ex-mulher, da pensadora indígena Geni Núñez .

Não é negar o corpo, nem a feminilidade.

É recusar o pacote de expectativas que veio junto com esse nome.

Nasci num corpo lido como feminino. Não tenho conflito com ele. Mas grande parte do que esperam de "uma mulher" nunca foi escolha minha.

Talvez eu esteja em algum lugar entre essas fronteiras.

Talvez ex-mulher seja um bom nome pra isso.

E talvez o 8 de março sirva exatamente pra isso: perguntar o que veio junto com o seu nome que você nunca escolheu carregar.





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