20/09/2026
Claro. Para vídeo, o texto funciona melhor com frases curtas, pausas e uma construção emocional crescente — começando pela profissão, passando pelas consequências do AVC e terminando com gratidão e legado.
HOJE, EU ME DESPEÇO...
Hoje eu venho aqui para dizer uma das coisas mais difíceis que já precisei dizer.
Estou me despedindo da advocacia criminal.
Não é uma despedida que eu queria fazer.
É uma despedida que a vida me obrigou a aceitar.
Durante tantos anos, a advocacia criminal foi a minha voz.
Foi a minha luta.
Foi a minha paixão.
Foi através dela que eu pude estar ao lado de pessoas nos momentos mais difíceis de suas vidas.
Defendi liberdades.
Defendi histórias.
Defendi pessoas que, muitas vezes, já não tinham mais esperança.
E eu faria tudo novamente.
Mas então veio o AVC.
E depois dele, vieram sequelas que mudaram a minha vida.
Hoje sou cadeirante.
E uma das coisas que mais dói é não conseguir mais digitar e preparar minhas defesas como eu sempre fiz.
Eu sempre acreditei que quem procura um advogado criminal merece dedicação, estudo, atenção e, acima de tudo, um trabalho feito com excelência.
E quando percebi que já não conseguia oferecer aos meus clientes aquilo que considero um serviço de qualidade...
precisei tomar a decisão mais dolorosa da minha vida profissional.
Parar.
Eu não paro porque deixei de amar a advocacia.
Eu paro porque ainda a amo demais para oferecer menos do que ela merece.
E talvez essa seja a parte mais difícil de todas.
Despedir-me de uma profissão que não foi apenas uma profissão.
Foi parte de quem eu sou.
Hoje, olho para trás e vejo quantas pessoas passaram pela minha vida.
Quantas famílias confiaram em mim.
Quantas histórias eu pude acompanhar.
Quantas vezes entrei em uma batalha acreditando que ainda havia uma possibilidade de fazer alguma coisa.
A todos vocês...
a minha eterna gratidão.
Obrigada por terem confiado em mim.
Obrigada por cada palavra de carinho.
Obrigada por cada abraço.
Obrigada por cada família que me permitiu fazer parte de sua história.
Eu queria ter feito mais.
Meu Deus, como eu queria ter feito mais.
Queria ter continuado.
Queria ter defendido mais pessoas.
Queria ter escrito mais defesas.
Queria ter vivido muitos outros anos dentro dos tribunais.
Mas a vida, às vezes, nos obriga a encerrar capítulos que ainda gostaríamos de continuar escrevendo.
E hoje eu encerro este capítulo com lágrimas nos olhos...
mas com o coração cheio de gratidão.
Se algum dia eu pude ajudar você ou a sua família...
saiba que isso significou muito para mim.
Muito mais do que talvez vocês possam imaginar.
Eu não levo comigo apenas os casos.
Levo histórias.
Levo rostos.
Levo aprendizados.
Levo amizades.
Levo a certeza de que, enquanto pude, dei o melhor de mim.
Talvez eu esteja deixando a advocacia criminal...
mas tudo aquilo que vivi nela continuará fazendo parte de mim para sempre.
Aos colegas.
Aos amigos.
Aos clientes.
Às famílias.
A todos que caminharam comigo...
meu muito, muito obrigada.
Eu me despeço com dor no coração.
Mas também com a consciência tranquila de quem lutou enquanto teve forças para lutar.
Adeus, advocacia criminal.
Obrigada por ter sido parte da minha história.
E obrigada a todos vocês...
por terem feito parte dela também.
Com amor, respeito e eterna gratidão,
Dra. Andréa AlexandrePara o vídeo, a leitura f**a especialmente forte com pausas longas depois de “Estou me despedindo da advocacia criminal”, “Veio o AVC” e “Eu queria ter feito mais”, acompanhada de fotos da sua trajetória profissional e, no final, uma imagem sua olhando para a câmera.