28/07/2025
Negacionismo familiar e omissão médica diante do autismo adulto são formas de capacitismo. E, muitas vezes, são invisíveis — mas profundamente violentas.
A família deveria ser o primeiro abrigo.
Mas infelizmente, por falta de informação, por preconceito ou por uma educação rígida e ultrapassada, muitos autistas adultos vivem o luto de não serem reconhecidos nem mesmo por quem amam.
👉 Escutar frases como “você não parece autista” ou “isso é coisa da sua cabeça” corrói a identidade e destrói vínculos.
O diagnóstico não é vaidade. É uma forma de existir com dignidade.
E quando médicos desconsideram a escuta, ignoram laudos — inclusive de outros profissionais da saúde — ou agem como se fossem donos absolutos da verdade, também violam a ética.
📌 O Código de Ética Médica (CFM Res. nº 2.217/2018) veda condutas negligentes, discriminatórias ou desrespeitosas com qualquer paciente.
📌 A Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) garante o direito ao diagnóstico, à identidade e ao respeito à pessoa com deficiência — incluindo os autistas.
O médico não é obrigado a dar um diagnóstico positivo, mas não pode negar um diagnóstico daquilo que ele não tem conhecimento para analisar! Usar critérios de diagnóstico de crianças em adultos, desconsiderando toda a história e evolução que a pessoa fez para conseguir conviver com o mundo, não é certo! É simplesmente desconsiderar que seres humanos possam aprender para poder se adaptar no sistema que existe, é negar a própria realidade e aprendizado humano.
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Se te feriram, silenciam ou desacreditam… fale com a gente.
Você não está sozinho.
Aqui, sua voz é ouvida — e seu direito, defendido.
Conte com o Marcelo Moura Advocacia.
DireitoDosAutistas