04/03/2026
O uso de Inteligência Artificial na prática médica não é juridicamente neutro.
Ao adotar uma ferramenta tecnológica, o profissional assume novos deveres: compreender seus limites, validar criticamente os resultados e registrar a fundamentação da decisão clínica.
Em eventual questionamento, não basta alegar que a indicação veio do sistema.
Será analisado se houve supervisão técnica adequada e documentação consistente.
Em 2026, a discussão já não envolve apenas erro médico, mas também como a tecnologia foi utilizada.
A responsabilidade continua sendo humana.
E o critério precisa ser demonstrável.
É nesse ponto que a advocacia preventiva atua: estruturando protocolos, revisando riscos e fortalecendo sua segurança jurídica antes que o problema aconteça.
Antecipar é sempre mais estratégico do que se defender depois.