28/04/2015
Já estava demorando... mais Redação Jurídica!
– REDUNDÂNCIAS
Um dos vícios de linguagem mais nefastos à redação forense é a redundância, ou seja, a repetição desnecessária de ideias. Em seu “Manual de Redação”, José Maria da Costa menciona os mais comuns nos meios forenses como:
Acordo amigável, sentença de primeira instância, pessoa viva, juiz de primeiro grau, petição inicial do autor, contestação do réu, etc.
A lista é grande, mas não convém decorá-la. O importante é ter constante autocrítica para não cair nesse ridículo vício de linguagem. Todavia transcrevamos mais alguns casos recolhidos aqui e ali em peças forenses ao nosso alcance: “Vontade política” (Não existem várias vontades); “Tempo hábil” ( Não existe tempo inábil); “Espaço físico” (Todo espaço é físico); “Espaço de tempo” (Sem comentários); “Vida útil” (Quase sempre usada para se referir a seres inanimados – por consequência sem vida –, a expressão deve ser trocada por “durabilidade”. Além do mais, vida inútil deve ser morte); “A grande maioria” (ou a maioria esmagadora) - basta dizer a maioria. Já não está definido que maioria será sempre cinquenta por cento mais um?