15/10/2026
A carga tributária bruta do Governo Geral avançou de 30,3% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2023 para 32,4% do PIB em 2025, segundo a série histórica revisada divulgada pela Secretaria do Tesouro Nacional.
O aumento acumulado foi de aproximadamente 2,1 pontos percentuais do PIB em dois anos, refletindo o aumento da arrecadação em ritmo superior ao crescimento da economia. Esse é o maior percentual da série histórica do Tesouro Nacional, que iniciou em 2010.
A elevação ocorreu principalmente por causa do avanço das receitas do Governo Central, com destaque para tributos sobre renda, lucros, ganhos de capital e contribuições sociais.
Vale ressaltar que os números seguem uma metodologia revisada pelo Tesouro Nacional, aplicada a toda a série histórica para garantir comparabilidade. Entre os ajustes realizados, o Tesouro retirou do cálculo:
-receitas do FGTS;
-contribuições destinadas ao Sistema S.
Esses valores deixaram de ser classificados como tributos na metodologia da Carga Tributária Bruta do Governo Geral. Com isso, os anos anteriores foram recalculados utilizando a mesma regra aplicada aos dados recentes.
A elevação registrada em 2025 foi concentrada principalmente na União. De acordo com o Tesouro Nacional, o avanço da carga tributária do governo central foi influenciado principalmente por receitas associadas ao:
-Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF);
-Imposto sobre Operações Financeiras (IOF);
-contribuições previdenciárias ao RGPS.