13/08/2026
Assaltante em liberdade agride idoso. Um tapa na cara da sociedade brasileira.
O homem que aparece como vítima neste caso não era um desconhecido da Justiça.
Três meses antes, havia cometido um roubo. Tinha mais de 17 boletins de ocorrência e diversas passagens por roubos e furtos. Ainda assim, estava em liberdade.
Em um bar, iniciou uma discussão com outro idoso, de quase 80 anos. O réu, também idoso, tentou intervir e pediu educadamente que ele parasse de agredir o outro homem.
A resposta?
Um tapa na cara.
Um idoso que nunca havia sequer pisado em uma delegacia foi humilhado por um homem com extenso histórico criminal.
Depois, os dois foram embora.
Mas o caso não terminou ali.
Quando o idoso voltou ao bar para pagar a conta, o agressor se aproximou novamente e disse que estava armado.
Com medo, o idoso pegou uma faca e desferiu golpes contra ele.
A vítima morreu.
Só depois se descobriu que ela não estava armada. Era um blefe.
No Tribunal do Júri, o idoso foi absolvido por legítima defesa putativa: ele acreditou, diante das circunstâncias, que estava diante de uma agressão iminente e que precisava se defender.
A pergunta que f**a é incômoda:
Até onde a liberdade de um criminoso pode colocar em risco a vida de pessoas que nunca tiveram qualquer passagem pela polícia?
Para mim, aquele tapa não foi apenas na cara daquele idoso.
Foi um tapa na cara do brasileiro.