26/06/2020
Nem Tudo é Perfeito no Reino da Dinamarca?
Observando o gráfico acima vemos a família dinamarquesa em 1° lugar, seguida de países bem mais desenvolvidos que o Brasil.
Estamos bem?
Análise do IPEA de 2018 mostrava que a composição do endividamento contribui para o Brasil ter o dobro do comprometimento de renda de países desenvolvidos.
No país do Carnaval, o comprometimento com pagamento de juros e amortizações era o dobro da média registrada em uma lista de 17 países desenvolvidos, dentre 12 europeus, EUA, Canadá, Austrália, Japão e C. Do Sul. Dados divulgados pelo BIS e estudo do IPEA mostram a composição do endividamento dos brasileiros e explicam por que se compromete a renda no país, apesar do percentual de endividammemto não ser tão alto.
De acordo com o BIS, a média de comprometimento da renda com pagamento de juros e amortizações nos 17 países selecionados era de 9,8%, ante 20% no Brasil.
O endividamento das famílias é uma forma de movimentar a economia, fazer com que tenham acesso a um melhor nível de vida e corresponde ao total da dívida, já o comprometimento refere-se à parcela da renda destinada ao pagamento dessa dívida. No Brasil, o endividamento corresponde à metade da renda anual (55%). Todavia a média da amostra de 28 países da OCDE era de 130%. Conclui-se que o brasileiro investe menos em aquisição de imóveis, mas gasta muito com cartão de crédito, contribuindo para um aumento das taxa de juros.
A comparação internacional mostra espaço para que a parcela do endividamento com crédito habitacional aumente, pois aqui o percentual corresponde a 43%, ele varia entre 67% e 97% em países como Japão, Alemanha,Noruega.
Para entender o baixo endividamento, mas alto comprometimento de renda com pagamento de juros e amortizações, observe as elevadas taxas de juros praticadas no Brasil.
Em 2019, apontado como o principal tipo de dívida das famílias desde a primeira Peic, feita há dez anos, o cartão de crédito atingiu, em dezembro de 2019, seu maior patamar na série histórica: 79,8%. Em segundo llugar os carnês (15,6%) e, em terceiro, o financiamento de carro (9,9%).Fontes IPEA, Agência Brasil, OCDE e grafico