27/02/2026
🧩 O plano de saúde cortou a terapia do seu filho(a) autista?
Receber a notícia de que o convênio cancelou, limitou ou descredenciou a clínica onde seu filho realiza as terapias (como fonoaudiologia, psicologia, terapia ocupacional ou método ABA) é desesperador. Mas saiba que essa prática abusiva pode e deve ser combatida.
A interrupção de tratamentos contínuos para o Transtorno do Espectro Autista (TEA) prejudica severamente o desenvolvimento e a rotina da criança. O entendimento da Justiça é muito claro sobre isso: quem define o tipo de tratamento e a quantidade de sessões necessárias é o médico que acompanha o paciente, e não a operadora do plano de saúde.
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) já definiu que o rol da ANS não pode servir de desculpa para negar tratamentos essenciais prescritos pelo médico.
📌 O que fazer diante da negativa ou limitação:
Exija a recusa por escrito: O plano é obrigado a fornecer um documento detalhando o motivo da negativa.
Reúna os laudos: O relatório do neuropediatra ou psiquiatra explicando a necessidade, o método e a urgência das terapias é a sua prova mais forte.
Busque a via judicial: É possível entrar com uma ação com pedido de liminar (decisão urgente) para obrigar o plano a restabelecer os tratamentos imediatamente, sob pena de multa diária.
A saúde e o desenvolvimento do seu filho são direitos inegociáveis. O convênio não pode decidir o limite do cuidado que ele precisa.
O plano de saúde negou ou limitou o tratamento do seu filho? Reúna os laudos médicos e busque orientação jurídica imediatamente para garantir a continuidade das terapias na Justiça.
Dra. Jacqueline Reis OAB 144.587