05/10/2026
A mostra cultural acessível 'E assim aprendi a voar' foi mais que um espaço para que pessoas com deficiência pudessem fruir de ações culturais. Foi um espaço de acolhimento, inclusão, aprendizado e reflexão. Pudemos colocar em pauta a acessibilidade como garantia do direito à cultura para públicos diversos.
Com entrada gratuita, a programação reuniu exposição, cinema, teatro, música, palestras e vivência em Libras, e colocou no centro do debate o direito das pessoas com deficiência (PCD) não apenas de assistir, mas também de produzir cultura.
A exposição de obras de artistas PCD de Avaré ocupou o espaço com diferentes linguagens. Nas artes visuais, as esculturas do artista Rubens Prata podiam ser tocadas pelo público, garantindo a fruição por pessoas cegas e com baixa visão. O artesanato esteve representado pelas peças de crochê da artesã Pola Gomez, e a literatura, por uma edição acessível em Braille da obra do poeta avareense Maurício de Barros.
O curta-metragem do Cinema Instantâneo “E Assim Aprendi a Voar”, com direção de Antonio Fargoni, foi exibido com janela de Libras e audiodescrição. O filme é uma parceria com as produtoras avareenses Arte em Prática e Du Javaro Produções, além da Araweté Filmes e Topázio Filmes. Na sequência, o público participou de um bate-papo com os produtores Antonio Fargoni (São Carlos) e Ricardo Peres (São Paulo), do Cinema Instantâneo, e com o ator Guilherme Sussuarana, protagonista do filme, de Porto Velho (RO), cidade onde o filme foi gravado.
O espetáculo “A Viagem de Xurumela”, de Giovana Sgarbi, levou ao palco a temática dos cordéis de Maurício de Barros sobre os municípios da Cuesta Paulista, com tradução simultânea em Libras.
As instituições de apoio a pessoas com deficiência APAE e Fluir participaram da programação com palestras sobre sua atuação. Em uma vivência de Libras, a intérprete Caroline Barreto ensinou ao público os primeiros sinais, com as saudações iniciais da língua.
Um dos momentos mais emocionantes do evento foi a apresentação de Kauan Henrique, de apenas 9 anos, que interpretou em Libras a música “Eu Não Desisto”.
O encerramento ficou por conta do grupo de choro Regional Jangada.