12/05/2024
Ah, que saudade!
Hoje não é um dia que ficou triste, mas a saudade aperta forte no peito, trazendo um turbilhão de sentimentos: reflexão, amor e muita, muita saudade.
Durante toda a semana, esse sentimento me perseguiu de forma intensa, sem que eu soubesse ao certo o motivo. Mas tenho certeza de que, de alguma forma, minhas lembranças me ajudam a viver.
Minha mãe, que tanto me ensinou durante os anos ao meu lado, revelou-me ainda mais sabedoria nos seus últimos dias. Desde então, passei a enxergar a vida de forma diferente, e em cada fase, percebo um legado a ser honrado.
Que saudade, mãe! Essa frase ecoou diversas vezes em meu coração, às vezes no silêncio da madrugada, às vezes no meio das adversidades do dia ou entre uma oração e outra.
Mas logo após, surge o sentimento de gratidão: Obrigado, mãe! Por ter sido essa presença luminosa em minha vida.
Da mesma forma, recordo-me de minha avó, vó Rosa, a “velhinha do portão”, como muitos a conheciam. A mulher que, orgulhosa, apontava para mim e dizia a todos: "Esse eu criei aqui", mostrando seus braços.
Vó Rosa foi mais que uma avó; foi um exemplo de pessoa, com um amor incomparável e uma atitude que fez nossa família chegar onde está. Ela escolheu, com um coração gigante, dividir o fardo da criação dos quatro filhos da minha mãe — tarefa que, certamente, minha mãe desempenharia com maestria junto com meu pai, mas que minha avó auxiliou com toda a alegria do mundo. É impossível não lembrar dela hoje também.
Neste Dia das Mães, o que resta não é apenas saudade; o que tenho é um tesouro de lembranças felizes, aprendizados valiosos, muito amor e muita fé.
Assim, desejo um feliz Dia das Mães a todas aquelas que, como esses dois exemplos de vida que tive, conhecem o verdadeiro significado do amor incondicional pelos filhos.
Em especial minha esposa que, como uma leoa, desempenha esse papel de forma admirável. Te amo ❤️