Fernanda Kühl Advocacia

Fernanda Kühl Advocacia Escritório especializado em Direito do Trabalho e Direito Previdenciário

O vale-alimentação (VA) é um benefício oferecido por algumas empresas para ajudar nas despesas com alimentação durante a...
05/03/2026

O vale-alimentação (VA) é um benefício oferecido por algumas empresas para ajudar nas despesas com alimentação durante a jornada de trabalho.

Muita gente acredita que toda empresa deve fornecer esse benefício.

Mas, na realidade, ele não é obrigatório, a menos que um Acordo ou Convenção Coletiva de Trabalho estabeleça essa obrigação.

Se o fornecimento do VA for determinado por norma coletiva, o empregador só poderá suspender o benefício caso a obrigação seja excluída do acordo ou convenção.

Por outro lado, se o benefício for concedido por uma política interna da empresa, sem estar vinculado a uma norma coletiva, entende-se que ele não pode ser retirado sem justificativa.

Isso porque a suspensão do vale-alimentação pode configurar uma alteração prejudicial ao contrato de trabalho, o que é vedado pela CLT.

Porém, se a empresa paga, existem regras:

→ O vale-alimentação deve ser usado apenas para alimentação;

→ Não pode ser pago em dinheiro nem sacado.

Faltou no trabalho ou saiu de férias?

→ Faltas não justificadas podem reduzir o saldo do benefício no mês seguinte;

→ Em caso de férias, normalmente, o VA é pago apenas pelos dias trabalhados no mês. Mas algumas categorias garantem o benefício integral durante esse período.

Nesse caso, consulte o regulamento da sua empresa e o acordo ou convenção da sua categoria para entender seus direitos!

Não fique com dúvidas!

Conte com o auxílio de um advogado especializado em direito do trabalho.

Algumas doenças são um tanto comuns no setor bancário, como as psiquiátricas e a LER.Por este motivo, conhecer seus dire...
04/03/2026

Algumas doenças são um tanto comuns no setor bancário, como as psiquiátricas e a LER.

Por este motivo, conhecer seus direitos é de extrema relevância! Acompanhe esse post:

O ambiente de trabalho no setor bancário brasileiro, infelizmente, acabou sendo conhecido como aquele que proporciona pressão, estresse e sobrecarga - fatores que podem desencadear patologias psiquiátricas, como depressão e ansiedade.

Trabalhar com atividades que se relacionam com movimentos repetitivos, também podem desencadear Lesões por Esforços Repetitivos/Distúrbios Osteomusculares relacionados ao Trabalho (LER/DORT).

Assim, quando um trabalhador bancário é diagnosticado com uma dessas doenças, seja a psiquiátrica ou as lesões citadas, havendo comprovação de que estão relacionadas ao desenvolvimento das atividades laborais, ele terá direito à indenização material (gastos com tratamento médico, afastamento) e moral (impactos na qualidade de vida, dano emocional).

Mas atenção! É fundamental comprovar que a doença foi adquirida ou agravada pelas atividades exercidas no ambiente de trabalho.

Para isso, pode ser necessária a realização de exames médicos e laudos periciais!

Essa é uma questão de alta complexidade para o Direito do Trabalho, sendo essencial que o trabalhador esteja acompanhado por um profissional especializado na área!

Em caso de dúvidas não deixe de entrar em contato com um advogado de sua confiança! Ele poderá propor a ação, acompanhar os laudos periciais e analisar os documentos para que você seja bem assistido!

A ausência de registro formal de emprego expõe os funcionários a perigos.Mas, para além disso, também acarreta implicaçõ...
03/03/2026

A ausência de registro formal de emprego expõe os funcionários a perigos.

Mas, para além disso, também acarreta implicações sérias para as empresas que adotam essa abordagem.

Além das consequências previstas em lei, há desafios adicionais que afetam diretamente a operação e a reputação das empresas.

Aqui estão algumas das consequências de não formalizar um vínculo empregatício:

-> Impacto na produtividade e qualidade do trabalho:

A falta de estabilidade e segurança no emprego pode prejudicar a produtividade e a qualidade do trabalho, com funcionários menos comprometidos.

-> Elevada rotatividade:

A falta de benefícios e direitos trabalhistas leva à alta rotatividade, gerando custos adicionais com treinamento e interrupção nos processos.

-> Impactos financeiros de longo prazo:

Embora economize a curto prazo, ações judiciais e má reputação geram custos financeiros substanciais a longo prazo.

Assim, é essencial que os empregadores priorizem práticas éticas e em conformidade com a legislação trabalhista.

Isso evita não apenas consequências legais, mas também promove um ambiente de trabalho saudável e produtivo.

Precisa de ajuda para adequar sua empresa às regras trabalhistas?

Busque ajuda de advogados especializados!

Você sabia que é possível somar períodos de trabalho rural e urbano para alcançar sua aposentadoria?Desde a Lei 8.213/91...
01/03/2026

Você sabia que é possível somar períodos de trabalho rural e urbano para alcançar sua aposentadoria?

Desde a Lei 8.213/91, o tempo de trabalho rural pode ser somado ao urbano para aposentadoria por tempo de contribuição.

Isso vale, inclusive, para períodos rurais anteriores a 1991, mesmo sem recolhimento de contribuições.

Por exemplo, se você trabalhou dez anos no campo antes de 1991 e contribuiu 30 anos na cidade, pode atingir 40 anos de contribuição, aumentando suas chances de se aposentar.

Agora se você exerceu atividade rural após 1991 e quer incluí-la no cálculo, será necessário indenizar as contribuições desse período.

Indenizar significa quitar as contribuições referentes a esse período como se tivesse contribuído regularmente.

Essa compensação tem um custo e, por isso, é importante avaliar se vale a pena.

Para somar períodos rurais, é necessário apresentar documentos que comprovem essa atividade, como certidão de imóvel rural, notas fiscais ou autodeclaração ratificada por registros públicos (DAP, INCRA etc.).

Vale lembrar que o tipo de aposentadoria dependerá das regras aplicáveis ao seu caso específico.

Por isso, para tomar a melhor decisão, é recomendável consultar um especialista em direito previdenciário, que poderá orientar e calcular os benefícios.

A pensão por morte assegura a manutenção de um padrão de vida digno aos dependentes de segurados do INSS que falecem.Sai...
26/02/2026

A pensão por morte assegura a manutenção de um padrão de vida digno aos dependentes de segurados do INSS que falecem.

Saiba quando solicitar esse benefício!

É fundamental que os dependentes estejam cientes dos prazos e procedimentos para requerer a pensão.

Os beneficiários têm até 90 dias para solicitar a pensão por morte.

Esse tempo aumenta para 180 dias se o falecido tiver filhos menores de 16 anos.

A ultrapassagem dos períodos acima não impede o requerimento da pensão por morte.

No entanto, o pagamento será feito a partir da data do pedido, e não da data do óbito.

Está passando por uma situação como essa?

Procure auxílio jurídico especializado!

O INSS trouxe mais uma alteração para a concessão de um dos seus benefícios. Dessa vez, a novidade foi para o auxílio po...
25/01/2026

O INSS trouxe mais uma alteração para a concessão de um dos seus benefícios. Dessa vez, a novidade foi para o auxílio por incapacidade temporária!

Foi estabelecida a possibilidade de concessão do auxílio por meio da análise de documentação médica ou odontológica dos requerentes, sem a necessidade de Perícia Médica.

Para tanto, é importante constar na documentação informações específicas, como o diagnóstico com data de início do afastamento das atividades habituais, duração, assinatura e identificação do profissional que emitiu os atestados, com nome e registro no Conselho de Classe.

No caso de acidentes, é necessário apresentar a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT).

Importante! A soma da duração dos benefícios concedidos por meio documental é limitada a 180 dias, ainda que sejam períodos não consecutivos.

Por fim, o procedimento poderá ser realizado através dos canais remotos de atendimento do INSS, como:

● Meu INSS, acessível por aplicativo e por página web;
● Central de teleatendimento 135;
● Agências da Previdência Social.

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Quando a atividade de uma empresa é naturalmente perigosa para o empregado, ela deve indenizar o dano moral resultante d...
24/01/2026

Quando a atividade de uma empresa é naturalmente perigosa para o empregado, ela deve indenizar o dano moral resultante de um acidente de trabalho.

Contudo, desde que o dano e a ligação entre o acidente e o trabalho sejam comprovados.

Foi com base nessa regra que uma juíza decidiu que a empresa deveria indenizar uma funcionária sobrevivente de explosão em plataforma de petróleo.

A funcionária estava trabalhando quando o acidente ocorreu e sofreu ferimentos.

Ela recebeu um auxílio-doença após o acidente, mas o pagamento foi interrompido quando a empregada recebeu alta.

No entanto, ela ainda estava incapacitada para trabalhar, então o auxílio foi reaberto.

A juíza constatou que o trabalho em plataformas de petróleo é mais arriscado do que a média e que o empregador sabia disso, exigindo treinamento especial para lidar com esses riscos.

Por isso, a empresa foi condenada a pagar uma indenização por danos morais à funcionária de R$ 1 milhão.

A decisão também incluiu um pagamento para cobrir o valor da pensão e despesas médicas da vítima, levando em conta a sua remuneração e a expectativa de vida.

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Você sabia que, em alguns casos, mesmo que os pagamentos sejam feitos em atraso, eles ainda podem contar para o cumprime...
19/01/2026

Você sabia que, em alguns casos, mesmo que os pagamentos sejam feitos em atraso, eles ainda podem contar para o cumprimento do período necessário para acessar os benefícios previdenciários?

Se você realizar o primeiro pagamento sem atraso, as próximas parcelas poderão ser pagas fora do prazo, e ainda assim serão consideradas para o período de carência.

No entanto, há uma condição: esses pagamentos só serão válidos se forem realizados enquanto o segurado ainda estiver com a cobertura ativa.

Essa é uma condição que garante o direito de acessar os benefícios previdenciários.

Ele é mantido enquanto o contribuinte está ativo no sistema, ou seja, enquanto realiza as contribuições regulares.

Caso as contribuições sejam interrompidas, essa proteção pode ser estendida por um período específico, conhecido como "período de graça".

Porém, é importante ficar atento para não perder esse direito!

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A Esclerose múltipla é uma doença neurológica incurável que compromete o sistema nervoso central.Por isso, algumas pesso...
02/01/2026

A Esclerose múltipla é uma doença neurológica incurável que compromete o sistema nervoso central.

Por isso, algumas pessoas diagnosticadas enfrentam dificuldades para trabalhar e sustentar sua família.

Nesse contexto, apresentamos 3 benefícios previdenciários para a pessoa com essa doença. Acompanhe:

- Benefício da Prestação Continuada da Lei Orgânica da Assistência Social - BPC/LOAS.

É devido quando a deficiência é grave e incapacitante, de modo que o beneficiário não tem meios de prover sua subsistência, vivendo em estado de extrema pobreza.

- Auxílio por Incapacidade Temporária:

É devido quando o estado clínico não é tão grave e o segurado apresenta uma incapacidade temporária para o trabalho, superior a 15 dias, em episódios de dificuldades passageiras.

- Aposentadoria por Incapacidade Permanente:

É devida quando a condição clínica do segurado é de ordem grave, a ponto de deixá-lo incapacitado para o trabalho de forma total e permanente.

Em todos os casos, o direito ao benefício estará condicionado à apresentação de laudos, exames e atestados médicos que comprovem a sua condição clínica.

Esses documentos devem ser apresentados à Perícia Médica do INSS que avaliará o estado clínico e grau da incapacidade.

Atenção! Importante destacar que a Esclerose Múltipla se manifesta de formas diferentes em cada pessoa, de modo que nem todos terão direito a algum benefício.

Ainda, o segurado apenas terá direito à maioria dos benefícios se o diagnóstico ocorrer após sua filiação ao INSS ou se houver agravamento de seu quadro após a filiação, com exceção do BPC, que não exige contribuição previdenciária.

Assim, é recomendável buscar ajuda de um advogado com experiência em direito previdenciário para orientar sobre todos os procedimentos necessários.

Querido amigo cliente!Nossa equipe agradece por toda a colaboração e confiança nesse ano passado.Esperamos prosseguir co...
01/01/2026

Querido amigo cliente!

Nossa equipe agradece por toda a colaboração e confiança nesse ano passado.

Esperamos prosseguir com a nossa caminhada de sucesso juntos, contando sempre um com o outro.

Tenha a certeza de que a sua satisfação continuará sendo a nossa meta!

Um próspero ano novo para você e toda a sua família!

Você sabe a importância do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP)?Leia este post e descubra!O Perfil Profissiográf...
30/12/2025

Você sabe a importância do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP)?

Leia este post e descubra!

O Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) é um documento essencial que detalha o histórico laboral do trabalhador.

Nele estão incluídas informações sobre as condições ambientais de trabalho e possíveis exposições a agentes nocivos à saúde.

Desde 1º de janeiro de 2023, sua emissão é obrigatória em formato eletrônico, consolidando dados fornecidos pelas empresas ao eSocial.

Além disso, o PPP é fundamental para comprovar direitos previdenciários, especialmente no caso de aposentadoria especial, que beneficia quem exerceu suas funções em condições prejudiciais à saúde.

O documento também serve como prova em processos trabalhistas e previdenciários, garantindo que o trabalhador tenha acesso aos benefícios devidos.

As empresas são responsáveis por elaborar e manter atualizado o PPP de cada funcionário, fornecendo uma cópia autêntica no momento da rescisão do contrato ou sempre que solicitado.

A omissão ou falsificação de informações pode resultar em penalidades legais.

Para acessar esse registro de forma eletrônica, é possível utilizar o portal Meu INSS, onde o documento está disponível com base nas informações registradas no eSocial.

Quer saber mais sobre como o PPP afeta seus direitos previdenciários?

Procure um especialista para obter orientações detalhadas e garantir que suas informações laborais estejam corretas.

Quando o trabalhador recebe alta do INSS, mas é considerado inapto ao trabalho pelo médico da empresa, ele acaba ficando...
27/12/2025

Quando o trabalhador recebe alta do INSS, mas é considerado inapto ao trabalho pelo médico da empresa, ele acaba ficando no chamado “limbo previdenciário”.

Então, em casos como esse, quem é o responsável por remunerar o segurado?

Já que o contrato de trabalho não está mais suspenso pelo INSS, o judiciário afirma que a empresa é quem tem a responsabilidade de pagar o salário do seu funcionário.

Assim, é aconselhável que o segurado se apresente na companhia para que ela lhe atribua outras funções.

Caso isso não aconteça, um advogado de confiança deve ser contatado para propor uma ação judicial.

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