04/05/2021
𝐍𝐎𝐓Í𝐂𝐈𝐀𝐒 – 𝐓𝐉𝐒𝐏 𝐚𝐟𝐚𝐬𝐭𝐚 𝐝𝐞𝐟𝐢𝐧𝐢𝐭𝐢𝐯𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐨 𝐯𝐚𝐥𝐨𝐫 𝐯𝐞𝐧𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐫𝐞𝐟𝐞𝐫ê𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐟𝐢𝐧𝐬 𝐝𝐞 𝐜á𝐥𝐜𝐮𝐥𝐨 𝐝𝐨 𝐈𝐓𝐁𝐈.
De forma errônea e forçada, o fisco municipal exige o recolhimento do ITBI com base no valor venal referência (valor venal atualizado dos imóveis inscritos no Cadastro Imobiliário Fiscal do Município de São Paulo).
Contudo esse valor não tem relação com o valor de mercado ou o valor de venda, chegando em algumas hipóteses a ser o dobro do valor de venda.
Para solucionar definitivamente essa questão, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo julgou o Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR) nº 2243516-62.2017.8.26.0000.
Nesse julgado, o TJSP consolidou o entendimento no sentido de que a base de cálculo do ITBI deve corresponder ao valor venal do imóvel, para fins do IPTU (muito menor do que o valor de venal de referência para fins de ITBI), ou o valor da transação imobiliária, prevalecendo o que for maior.
Segundo o julgado, no que se refere à base de cálculo do ITBI, é ilegal a instituição de um valor venal diferente daquele utilizado para o IPTU. E isso porque, o valor venal deve corresponder ao valor de venda, ou o valor de mercado.
Dessa forma, consolidou o entendimento no sentido que o ITBI deve ser calculado sobre o valor do negócio jurídico realizado ou sobre o valor venal do imóvel para fins de IPTU, aquele que for maior, afastando o “valor de referência”.
Segue ementa do julgado: “INCIDENTE DE RESOLUÇÃO DE DEMANDAS REPETITIVAS ITBI BASE DE CÁLCULO – Deve ser calculado sobre o valor do negócio jurídico realizado ou sobre o valor venal do imóvel para fins de IPTU, aquele que for maior, afastando o “valor de referência” – Ilegalidade da apuração do valor venal previsto em desacordo com o CTN – Ofensa ao princípio da legalidade tributária, artigo 150, inciso I da CF Precedentes IRDR PROVIDO PARA FIXAR A TESEJURÍDICA DA BASE DE CÁLCULO DO ITBI, DEVENDOCORRESPONDER AO VALOR VENAL DO IMÓVEL OU AO VALOR DA TRANSAÇÃO, PREVALECENDO O QUE FOR MAIOR”. (TJSP; Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas 2243516-62.2017.8.26.0000; Relator: Burza Neto; Órgão Julgador: 7º Grupo de Direito Público; Foro Central – Fazenda Pública/Acidentes – 9ª Vara de Fazenda Pública; Data do Julgamento: 23/05/2019; Data de Registro: 26/07/2019).
Já possuímos acerca da matéria acima mencionada sucesso em ações em primeira instância e nos Tribunais Superiores.
Desde 15/04/19, por conta de minucioso e pioneiro trabalho, já obtivemos liminar sobre o assunto com prolação de sentença favorável em 28/08/19, com confirmação da mesma por Acórdão em 13/02/20 e trânsito em julgado em 21/07/2020 !
Ou seja, saímos na frente e ajudamos a consolidar o entendimento que hoje torna-se pacífico e obrigatório !
Se houver qualquer dúvida estamos a inteira disposição para esclarecer quaisquer pontos que se façam necessários
Cordialmente,
Americana, 28 de abril 2021.
𝐉𝐨𝐬é 𝐂𝐚𝐫𝐥𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐆𝐨𝐝𝐨𝐲 𝐉𝐫. – 𝐀𝐝𝐯𝐨𝐠𝐚𝐝𝐨
𝐎𝐀𝐁/𝐒𝐏 𝐍º. 𝟏𝟗𝟖.𝟒𝟕𝟑
𝐑𝐨𝐝𝐫𝐢𝐠𝐨 𝐏. 𝐝𝐞 𝐆𝐨𝐝𝐨𝐲 – 𝐀𝐝𝐯𝐨𝐠𝐚𝐝𝐨
𝐎𝐀𝐁/𝐒𝐏 𝐍º. 𝟐𝟎𝟕.𝟑𝟒𝟖