25/09/2026
A esclerose múltipla pode apresentar períodos de agravamento e momentos de estabilização. Essa oscilação costuma dificultar a análise da incapacidade, especialmente quando a pessoa comparece à perícia em um dia de melhora parcial.
Por essa razão, o relatório médico não deve registrar apenas como o paciente estava no momento da consulta. O documento precisa explicar a frequência e a duração das crises, as alterações motoras, visuais ou cognitivas, a presença de fadiga persistente, os efeitos do tratamento e a necessidade de pausas ou adaptações.
Também é importante demonstrar como os sintomas afetam as tarefas profissionais e se existe risco de novas crises ou agravamento do quadro.
A esclerose múltipla pode dispensar a carência para o benefício por incapacidade temporária, mas os demais requisitos continuam sendo analisados. A pessoa ainda precisa possuir qualidade de segurada e comprovar que não consegue exercer sua atividade habitual.
Quando os impedimentos são duradouros e produzem barreiras relevantes, também pode existir discussão sobre aposentadoria da pessoa com deficiência. O diagnóstico, isoladamente, não determina qual benefício será concedido.
Em doenças que oscilam, a documentação médica precisa contar a história completa, e não apenas retratar um único dia.