02/07/2026
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Denunciem
VIÚVA DENUNCIA TÉCNICO DE JUSTIÇA QUE TERÁ FACILITADO A SOLTURA DE UM OFICIAL DAS FAA CONDENADO NUM CASO DE FU*RTO DE CINCO MILHÕES DE KWANZAS
Rosa Patrícia Alberto Cabral, de 32 anos de idade, viúva de Carlos Alberto Manuel Cabral, residente no bairro Mundial, município de Belas, denuncia uma alegada obstrução da justiça no processo-crime n.º 1572-2022 TCL-C, afirmando que um técnico de justiça da 6.° Secção do Tribunal da Comarca de Luanda (Palácio Dona Ana Joaquina) terá facilitado a soltura de um condenado por um caso de furto avaliado em cinco milhões de kwanzas, impedindo, segundo diz, o cumprimento de uma decisão judicial.
Segundo a denunciante, Adelino Luciano, oficial superior das Forças Armadas Angolanas (FAA), foi condenado pelo alegado fu*rto do motor de uma viatura pertencente ao seu fale*cido esposo, Carlos Alberto Manuel Cabral.
Rosa Patrícia relata que o marido acolheu Adelino Luciano no início da carreira militar, tratando-o como parte da família, e que também ajudou na sua transferência para Luanda.
Mais tarde, Carlos Alberto Manuel Cabral adquiriu uma viatura no Namibe e deixou-a estacionada nas instalações da unidade militar onde ambos trabalhavam, por falta de espaço em casa.
De acordo com a viúva, o motor da viatura terá sido retirado nesse local, dando origem a um processo judicial que culminou na condenação de Adelino Luciano.
A denunciante afirma que, após o alegado incumprimento das obrigações impostas pela pena suspensa, o tribunal determinou a emissão de um mandado de detenção contra o condenado.
Segundo Rosa Patrícia e a sua advogada, Anita Silva, foi realizada uma diligência com apoio do Serviço de Investigação Criminal (SIC) para localizar Adelino Luciano.
Segundo relata, em algumas conversas, o escrivão terá feito declarações relacionadas com a sua actuação no processo e indicado que procuraria uma solução para o caso.
A advogada Anita Silva afirma que apresentou denúncias e exposições junto do Juiz Presidente da Comarca de Luanda, Conselho Superior da Magistratura Judicial, Procuradoria-Geral da República e órgãos de inspecção competentes.
Segundo diz, até ao momento não recebeu uma resposta definitiva.
A representante legal da viúva defende que Adelino Luciano seja responsabilizado pelo alegado prejuízo causado à sua constituinte e que o técnico de justiça Aurélio preste esclarecimentos sobre os actos que lhe são atribuídos.
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