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O CASO CALEBE, O QUE DIZ A LEI?O caso do jovem Calebe é um exemplo de uma prática que tem sido recorrente em Angola, esp...
02/03/2024

O CASO CALEBE, O QUE DIZ A LEI?

O caso do jovem Calebe é um exemplo de uma prática que tem sido recorrente em Angola, especialmente em Luanda, que é o linchamento popular de supostos criminosos.

Essa prática consiste em agredir fisicamente, até à morte, pessoas que são acusadas de cometer algum crime, sem que haja qualquer julgamento ou prova. Os linchamentos são geralmente motivados por sentimentos de revolta, indignação e vingança da população, que não confia no sistema judicial e na polícia para garantir a segurança e a justiça.

Os linchamentos são considerados crimes contra a vida humana e contra a ordem pública, e violam os direitos humanos e o Estado de Direito. As autoridades angolanas têm condenado essa prática e apelado à população para que não faça justiça pelas próprias mãos, mas sim que denuncie os suspeitos de crimes às autoridades competentes. No entanto, muitas vezes a polícia não consegue impedir os linchamentos, por falta de meios, de efetivo ou de vontade. Em alguns casos, a polícia até assiste aos linchamentos sem intervir, alegando que tem que salvaguardar a sua própria integridade física.

Os linchamentos têm causado muitas mortes e ferimentos graves, tanto aos supostos criminosos como aos próprios linchadores, que se expõem a riscos de contágio de doenças, de retaliação ou de processos judiciais. Além disso, os linchamentos podem resultar em erros e injustiças, pois muitas vezes as vítimas são inocentes ou não têm relação com o crime que lhes é imputado.
Os linchamentos são um problema social grave, que revela a fragilidade das instituições democráticas, a falta de educação cívica e de respeito pelos direitos humanos, e a necessidade de melhorar as condições de vida e de segurança da população. Para combater esse fenómeno, é preciso que haja uma maior sensibilização e responsabilização da sociedade civil, uma maior eficácia e credibilidade da polícia e da justiça, e uma maior promoção da paz e da reconciliação nacional. ............ ............ ..................

As normas jurídicas que condenam o linchamento em Angola são as seguintes:

- A Constituição da República de Angola, que no seu artigo 30.º estabelece que a vida humana é inviolável e constitui o bem supremo da sociedade e do Estado, e que ninguém pode ser privado da vida, salvo em caso de execução de sentença judicial por crime a que a lei comine pena de morte.
- O Código Penal Angolano, que no seu artigo 149.º tipifica o crime de homicídio qualificado, que é punido com pena de prisão de 16 a 24 anos, e que se verifica quando o agente mata outra pessoa por motivos fúteis, cruéis, torpes ou abjectos, ou com violência excessiva ou desnecessária¹.
- A Lei n.º 18/21 de 16 de Agosto, que revê a Constituição da República de Angola e introduz o artigo 241.º-A, que proíbe expressamente o linchamento e a justiça popular, e determina que o Estado deve garantir a segurança e a integridade física das pessoas, bem como a sua dignidade e os seus direitos fundamentais, perante qualquer forma de violência ou ameaça.

𝐏𝐎𝐑𝐍𝐎𝐆𝐑𝐀𝐅𝐈𝐀: 𝐎 𝐐𝐔𝐄 𝐀 𝐋𝐄𝐈 𝐃𝐈𝐙?𝐀 𝐥𝐞𝐢 𝐚𝐧𝐠𝐨𝐥𝐚𝐧𝐚 𝐬𝐨𝐛𝐫𝐞 𝐚 𝐩𝐨𝐫𝐧𝐨𝐠𝐫𝐚𝐟𝐢𝐚 é 𝐮𝐦 𝐭𝐞𝐦𝐚 𝐜𝐨𝐦𝐩𝐥𝐞𝐱𝐨 𝐞 𝐝𝐞𝐥𝐢𝐜𝐚𝐝𝐨, 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐧𝐯𝐨𝐥𝐯𝐞 𝐯á𝐫𝐢𝐨𝐬 𝐚𝐬𝐩𝐞𝐜𝐭...
07/02/2024

𝐏𝐎𝐑𝐍𝐎𝐆𝐑𝐀𝐅𝐈𝐀: 𝐎 𝐐𝐔𝐄 𝐀 𝐋𝐄𝐈 𝐃𝐈𝐙?

𝐀 𝐥𝐞𝐢 𝐚𝐧𝐠𝐨𝐥𝐚𝐧𝐚 𝐬𝐨𝐛𝐫𝐞 𝐚 𝐩𝐨𝐫𝐧𝐨𝐠𝐫𝐚𝐟𝐢𝐚 é 𝐮𝐦 𝐭𝐞𝐦𝐚 𝐜𝐨𝐦𝐩𝐥𝐞𝐱𝐨 𝐞 𝐝𝐞𝐥𝐢𝐜𝐚𝐝𝐨, 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐧𝐯𝐨𝐥𝐯𝐞 𝐯á𝐫𝐢𝐨𝐬 𝐚𝐬𝐩𝐞𝐜𝐭𝐨𝐬 𝐣𝐮𝐫í𝐝𝐢𝐜𝐨𝐬, 𝐬𝐨𝐜𝐢𝐚𝐢𝐬 𝐞 𝐦𝐨𝐫𝐚𝐢𝐬. 𝐃𝐞 𝐚𝐜𝐨𝐫𝐝𝐨 𝐜𝐨𝐦 𝐨 𝐂ó𝐝𝐢𝐠𝐨 𝐏𝐞𝐧𝐚𝐥 𝐀𝐧𝐠𝐨𝐥𝐚𝐧𝐨, 𝐚 𝐩𝐨𝐫𝐧𝐨𝐠𝐫𝐚𝐟𝐢𝐚 é 𝐝𝐞𝐟𝐢𝐧𝐢𝐝𝐚 𝐜𝐨𝐦𝐨 "𝐚 𝐫𝐞𝐩𝐫𝐞𝐬𝐞𝐧𝐭𝐚çã𝐨, 𝐩𝐨𝐫 𝐪𝐮𝐚𝐥𝐪𝐮𝐞𝐫 𝐦𝐞𝐢𝐨, 𝐝𝐞 𝐜𝐞𝐧𝐚𝐬 𝐨𝐮 𝐨𝐛𝐣𝐞𝐜𝐭𝐨𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐚𝐩𝐞𝐥𝐚𝐦 𝐚𝐨 𝐩𝐫𝐚𝐳𝐞𝐫 𝐬𝐞𝐱𝐮𝐚𝐥, 𝐨𝐟𝐞𝐧𝐝𝐞𝐧𝐝𝐨 𝐨𝐬 𝐛𝐨𝐧𝐬 𝐜𝐨𝐬𝐭𝐮𝐦𝐞𝐬" (𝐚𝐫𝐭𝐢𝐠𝐨 𝟒𝟏𝟕.º).

𝐀 𝐩𝐞𝐧𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐪𝐮𝐞𝐦 𝐩𝐫𝐨𝐝𝐮𝐳, 𝐝𝐢𝐯𝐮𝐥𝐠𝐚, 𝐜𝐨𝐦𝐞𝐫𝐜𝐢𝐚𝐥𝐢𝐳𝐚 𝐨𝐮 𝐞𝐱𝐢𝐛𝐞 𝐩𝐨𝐫𝐧𝐨𝐠𝐫𝐚𝐟𝐢𝐚 𝐞 𝐝𝐞 𝐩𝐫𝐢𝐬ã𝐨 𝐚𝐭é 𝐝𝐨𝐢𝐬 𝐚𝐧𝐨𝐬 𝐨𝐮 𝐦𝐮𝐥𝐭𝐚 𝐚𝐭𝐞 𝟐𝟒𝟎 𝐝𝐢𝐚𝐬 (𝐚𝐫𝐭𝐢𝐠𝐨 𝟒𝟏𝟖.º). 𝐍𝐨 𝐞𝐧𝐭𝐚𝐧𝐭𝐨, 𝐚 𝐥𝐞𝐢 𝐚𝐧𝐠𝐨𝐥𝐚𝐧𝐚 𝐭𝐚𝐦𝐛𝐞𝐦 𝐩𝐫𝐞𝐯𝐞 𝐚𝐥𝐠𝐮𝐦𝐚𝐬 𝐞𝐱𝐜𝐞𝐩çõ𝐞𝐬, 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐚 𝐩𝐨𝐫𝐧𝐨𝐠𝐫𝐚𝐟𝐢𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐭𝐞𝐧𝐡𝐚 𝐯𝐚𝐥𝐨𝐫 𝐚𝐫𝐭í𝐬𝐭𝐢𝐜𝐨, 𝐜𝐢𝐞𝐧𝐭í𝐟𝐢𝐜𝐨, 𝐞𝐝𝐮𝐜𝐚𝐭𝐢𝐯𝐨 𝐨𝐮 𝐢𝐧𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚𝐭𝐢𝐯𝐨, 𝐝𝐞𝐬𝐝𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐧ã𝐨 𝐯𝐢𝐨𝐥𝐞 𝐚 𝐝𝐢𝐠𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐡𝐮𝐦𝐚𝐧𝐚, 𝐚 𝐩𝐫𝐨𝐭𝐞çã𝐨 𝐝𝐚 𝐢𝐧𝐟â𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐞 𝐝𝐚 𝐣𝐮𝐯𝐞𝐧𝐭𝐮𝐝𝐞, 𝐨𝐮 𝐚 𝐨𝐫𝐝𝐞𝐦 𝐩ú𝐛𝐥𝐢𝐜𝐚 (𝐚𝐫𝐭𝐢𝐠𝐨 𝟒𝟏𝟗.º). 𝐀𝐥é𝐦 𝐝𝐢𝐬𝐬𝐨, 𝐚 𝐥𝐞𝐢 𝐚𝐧𝐠𝐨𝐥𝐚𝐧𝐚 𝐝𝐢𝐬𝐭𝐢𝐧𝐠𝐮𝐞 𝐚 𝐩𝐨𝐫𝐧𝐨𝐠𝐫𝐚𝐟𝐢𝐚 𝐝𝐚 𝐞𝐫𝐨𝐭𝐢𝐳𝐚çã𝐨, 𝐪𝐮𝐞 é "𝐚 𝐫𝐞𝐩𝐫𝐞𝐬𝐞𝐧𝐭𝐚çã𝐨, 𝐩𝐨𝐫 𝐪𝐮𝐚𝐥𝐪𝐮𝐞𝐫 𝐦𝐞𝐢𝐨, 𝐝𝐞 𝐜𝐞𝐧𝐚𝐬 𝐨𝐮 𝐨𝐛𝐣𝐞𝐜𝐭𝐨𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐬𝐭𝐢𝐦𝐮𝐥𝐚𝐦 𝐨 𝐩𝐫𝐚𝐳𝐞𝐫 𝐬𝐞𝐱𝐮𝐚𝐥, 𝐬𝐞𝐦 𝐨𝐟𝐞𝐧𝐝𝐞𝐫 𝐨𝐬 𝐛𝐨𝐧𝐬 𝐜𝐨𝐬𝐭𝐮𝐦𝐞𝐬" (𝐚𝐫𝐭𝐢𝐠𝐨 𝟒𝟐𝟎.º). 𝐀 𝐞𝐫𝐨𝐭𝐢𝐳𝐚çã𝐨 𝐧ã𝐨 é 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐢𝐝𝐞𝐫𝐚𝐝𝐚 𝐜𝐫𝐢𝐦𝐞, 𝐦𝐚𝐬 𝐩𝐨𝐝𝐞 𝐬𝐞𝐫 𝐬𝐮𝐣𝐞𝐢𝐭𝐚 𝐚 𝐫𝐞𝐬𝐭𝐫𝐢çõ𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐚𝐜𝐞𝐬𝐬𝐨, 𝐜𝐥𝐚𝐬𝐬𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚çã𝐨 𝐞𝐭𝐚𝐫𝐢𝐚 𝐨𝐮 𝐡𝐨𝐫á𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐞 𝐞𝐱𝐢𝐛𝐢çã𝐨 (𝐚𝐫𝐭𝐢𝐠𝐨 𝟒𝟐𝟏.º).

𝐀 𝐥𝐞𝐢 𝐚𝐧𝐠𝐨𝐥𝐚𝐧𝐚 𝐭𝐚𝐦𝐛𝐞𝐦 𝐩𝐫𝐨𝐢𝐛𝐞 𝐞 𝐩𝐮𝐧𝐞 𝐬𝐞𝐯𝐞𝐫𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐨𝐬 𝐜𝐫𝐢𝐦𝐞𝐬 𝐬𝐞𝐱𝐮𝐚𝐢𝐬, 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐨 𝐞𝐬𝐭𝐮𝐩𝐫𝐨, 𝐚 𝐯𝐢𝐨𝐥𝐚çã𝐨, 𝐚 𝐞𝐱𝐩𝐥𝐨𝐫𝐚çã𝐨 𝐬𝐞𝐱𝐮𝐚𝐥 𝐞 𝐨 𝐚𝐬𝐬𝐞𝐝𝐢𝐨 𝐬𝐞𝐱𝐮𝐚𝐥, 𝐞𝐬𝐩𝐞𝐜𝐢𝐚𝐥𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐪𝐮𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐞𝐧𝐯𝐨𝐥𝐯𝐞𝐦 𝐦𝐞𝐧𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞, 𝐩𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚𝐬 𝐯𝐮𝐥𝐧𝐞𝐫𝐚𝐯𝐞𝐢𝐬 𝐨𝐮 𝐞𝐦 𝐬𝐢𝐭𝐮𝐚çã𝐨 𝐝𝐞 𝐝𝐞𝐩𝐞𝐧𝐝ê𝐧𝐜𝐢𝐚.

Juridicamente o CAN é nosso.
01/02/2024

Juridicamente o CAN é nosso.

Um obrigado especial aos meus novos seguidores! Que entusiasmo poder contar convosco!Alexandre Maliengue, Ellyseu Do Ros...
01/02/2024

Um obrigado especial aos meus novos seguidores! Que entusiasmo poder contar convosco!

Alexandre Maliengue, Ellyseu Do Rosario Villancajo, Albuquerque Madeira, Cristina Mady Niar, Lina Li, Valdmiro Diogo

COMO ELABORAR UMA PETIÇÃO INICIAL:Uma petição inicial é o documento que inicia um processo judicial, no qual o autor exp...
29/01/2024

COMO ELABORAR UMA PETIÇÃO INICIAL:

Uma petição inicial é o documento que inicia um processo judicial, no qual o autor expõe os fatos, os fundamentos jurídicos e o pedido que faz ao juiz. Para elaborar uma petição inicial, é preciso seguir alguns passos:

- Identificar as partes: o autor, que é quem propõe a ação, e o réu, que é quem responde à ação. É necessário indicar os dados pessoais, profissionais e de domicílio de cada parte, bem como o seu representante legal, se for o caso.
- Qualificar a ação: indicar o tipo de ação que se pretende ajuizar, como por exemplo, ação de cobrança, ação de indenização, ação de divórcio, etc. Também é preciso indicar o valor da causa, que é o montante econômico envolvido na disputa.
- Expor os factos: narrar de forma clara, objetiva e cronológica os fatos que motivaram a propositura da ação, demonstrando a relação jurídica existente entre as partes e o conflito que se pretende resolver.
- Fundamentar o direito: apresentar os argumentos jurídicos que sustentam o pedido do autor, citando as normas legais, os princípios, a doutrina e a jurisprudência aplicáveis ao caso concreto.

- Formular o pedido: especificar o que se pretende obter com a ação, como por exemplo, a condenação do réu ao pagamento de uma quantia, a declaração de um direito, a anulação de um contrato, etc. O pedido deve ser certo, determinado e possível.
- Juntar os documentos: anexar à petição inicial os documentos que comprovem os fatos alegados, como por exemplo, contratos, recibos, notas fiscais, certidões, etc. Os documentos devem ser numerados e relacionados em uma lista.
- Assinar a petição: o autor ou o seu advogado devem assinar a petição inicial, indicando o seu nome e o seu número de inscrição na Ordem dos Advogados de Angola (OAA), se for o caso.

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27/01/2024

Todo homem tem duas vidas. A segunda ele descobre quando se apercebi que só tem uma.

Cursar Direito é muito fácil. O tal fácil 👇👇👇
26/01/2024

Cursar Direito é muito fácil. O tal fácil 👇👇👇

24/01/2024

𝚃𝚎𝚖 𝚌𝚘𝚖𝚘 𝚎𝚜𝚚𝚞𝚎𝚌𝚎𝚛 𝚎𝚜𝚜𝚎 𝚌𝚘𝚗𝚌𝚎𝚒𝚝𝚘?

𝙳𝙸𝚁𝙴𝙸𝚃𝙾 𝚂𝚄𝙱𝙹𝙴𝙲𝚃𝙸𝚅𝙾: 𝚎𝚗𝚝𝚎𝚗𝚍𝚎-𝚜𝚎 𝚌𝚘𝚖𝚘 𝚊 𝚏𝚊𝚌𝚞𝚕𝚍𝚊𝚍𝚎 (𝚛𝚎𝚌𝚘𝚗𝚑𝚎𝚌𝚒𝚍𝚊 𝚙𝚎𝚕𝚊 𝚘𝚛𝚍𝚎𝚖 𝚓𝚞𝚛í𝚍𝚒𝚌𝚊 𝚊 𝚞𝚖𝚊 𝚍𝚎𝚝𝚎𝚛𝚖𝚒𝚗𝚊𝚍𝚊 𝚙𝚎𝚜𝚜𝚘𝚊) 𝚍𝚎 𝚎𝚡𝚒𝚐𝚒𝚛 𝚘𝚞 𝚙𝚛𝚎𝚝𝚎𝚗𝚍𝚎𝚛 𝚍𝚎 𝚘𝚞𝚝𝚛𝚊 𝚞𝚖 𝚌𝚘𝚖𝚙𝚘𝚛𝚝𝚊𝚖𝚎𝚗𝚝𝚘 𝚚𝚞𝚎 𝚙𝚘𝚍𝚎 𝚜𝚎𝚛 𝚙𝚘𝚜𝚒𝚝𝚒𝚟𝚘 ( 𝚏𝚊𝚌𝚎𝚛𝚎) 𝚘𝚞 𝚝𝚊𝚖𝚋é𝚖 𝚗𝚎𝚐𝚊𝚝𝚒𝚟𝚘 (𝚗𝚘𝚗 𝚏𝚊𝚌𝚎𝚛𝚎) 𝚎 𝚍𝚎, 𝚙𝚘𝚛 𝚞𝚖 𝚊𝚌𝚝𝚘 𝚕𝚒𝚟𝚛𝚎 𝚍𝚊 𝚜𝚞𝚊 𝚟𝚘𝚗𝚝𝚊𝚍𝚎, 𝚜ó 𝚍𝚎 𝚙𝚎𝚛 𝚜𝚒 𝚘𝚞 𝚒𝚗𝚝𝚎𝚐𝚛𝚊𝚍𝚘 𝚙𝚘𝚛 𝚊𝚌𝚝𝚘 𝚍𝚎 𝚊𝚞𝚝𝚘𝚛𝚒𝚍𝚊𝚍𝚎 𝚙ú𝚋𝚕𝚒𝚌𝚊 ( 𝚍𝚎𝚌𝚒𝚜ã𝚘 𝚓𝚞𝚍𝚒𝚌𝚒𝚊𝚕), 𝚙𝚛𝚘𝚍𝚞𝚣𝚒𝚛 𝚍𝚎𝚝𝚎𝚛𝚖𝚒𝚗𝚊𝚍𝚘𝚜 𝚎𝚏𝚎𝚒𝚝𝚘𝚜 𝚓𝚞𝚛í𝚍𝚒𝚌𝚘𝚜 𝚚u𝚎 𝚒𝚗𝚎𝚟𝚒𝚝𝚊𝚟𝚎𝚕𝚖𝚎𝚗𝚝𝚎 𝚜𝚎 𝚒𝚖𝚙õ𝚎 𝚊 𝚘𝚞𝚝𝚛𝚊 𝚙𝚎𝚜𝚜𝚘𝚊.

24/01/2024

O que foi que o PR JLO prometeu a selecção nacional?

𝗦𝗢𝗕𝗥𝗘 𝗢 𝗔𝗨𝗠𝗘𝗡𝗧𝗢 𝗦𝗔𝗟𝗔𝗥𝗜𝗔𝗟 𝗘 𝗦𝗘𝗨𝗦 𝗖Á𝗟𝗖𝗨𝗟𝗢𝗦:𝐉𝐮𝐬𝐭𝐢𝐧𝐨 𝐫𝐞𝐜𝐞𝐛𝐞𝐮 𝐮𝐦 𝐚𝐮𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝟓% 𝐧𝐨 𝐬𝐞𝐮 𝐬𝐚𝐥á𝐫𝐢𝐨, 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐫𝐚 𝐝𝐞 𝐊𝐳 𝟏𝟎𝟎.𝟎𝟎𝟎,𝟎𝟎. 𝐀𝐠𝐨𝐫...
21/01/2024

𝗦𝗢𝗕𝗥𝗘 𝗢 𝗔𝗨𝗠𝗘𝗡𝗧𝗢 𝗦𝗔𝗟𝗔𝗥𝗜𝗔𝗟 𝗘 𝗦𝗘𝗨𝗦 𝗖Á𝗟𝗖𝗨𝗟𝗢𝗦:

𝐉𝐮𝐬𝐭𝐢𝐧𝐨 𝐫𝐞𝐜𝐞𝐛𝐞𝐮 𝐮𝐦 𝐚𝐮𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝟓% 𝐧𝐨 𝐬𝐞𝐮 𝐬𝐚𝐥á𝐫𝐢𝐨, 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐫𝐚 𝐝𝐞 𝐊𝐳 𝟏𝟎𝟎.𝟎𝟎𝟎,𝟎𝟎. 𝐀𝐠𝐨𝐫𝐚 𝐞𝐥𝐞 𝐠𝐚𝐧𝐡𝐚 𝐊𝐳 𝟏𝟎𝟓.𝟎𝟎𝟎,𝟎𝟎 𝐩𝐨𝐫 𝐦ê𝐬. 𝐌𝐚𝐬 𝐞𝐥𝐞 𝐭𝐞𝐦 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐚𝐠𝐚𝐫 𝐚𝐥𝐠𝐮𝐧𝐬 𝐢𝐦𝐩𝐨𝐬𝐭𝐨𝐬 𝐬𝐨𝐛𝐫𝐞 𝐞𝐬𝐬𝐞 𝐯𝐚𝐥𝐨𝐫.
𝐕𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐯𝐞𝐫 𝐪𝐮𝐚𝐢𝐬 𝐬ã𝐨:

- 𝐎 𝐩𝐫𝐢𝐦𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐢𝐦𝐩𝐨𝐬𝐭𝐨 é 𝐚 𝐒𝐞𝐠𝐮𝐫𝐚𝐧ç𝐚 𝐒𝐨𝐜𝐢𝐚𝐥 𝐎𝐛𝐫𝐢𝐠𝐚𝐭ó𝐫𝐢𝐚, 𝐪𝐮𝐞 é 𝐝𝐞 𝟑% 𝐝𝐨 𝐬𝐚𝐥á𝐫𝐢𝐨. 𝐄𝐧𝐭ã𝐨, 𝐨 𝐉𝐮𝐬𝐭𝐢𝐧𝐨 𝐭𝐞𝐦 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐚𝐠𝐚𝐫 𝐊𝐳 𝟑.𝟏𝟓𝟎,𝟎𝟎 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐚 𝐒𝐞𝐠𝐮𝐫𝐚𝐧ç𝐚 𝐒𝐨𝐜𝐢𝐚𝐥. 𝐈𝐬𝐬𝐨 𝐬𝐢𝐠𝐧𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐨 𝐬𝐚𝐥á𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐞𝐥𝐞 𝐟𝐢𝐜𝐚 𝐜𝐨𝐦 𝐊𝐳 𝟏𝟎𝟏.𝟖𝟓𝟎,𝟎𝟎.

- 𝐎 𝐬𝐞𝐠𝐮𝐧𝐝𝐨 𝐢𝐦𝐩𝐨𝐬𝐭𝐨 é 𝐨 𝐈𝐦𝐩𝐨𝐬𝐭𝐨 𝐬𝐨𝐛𝐫𝐞 𝐨𝐬 𝐑𝐞𝐧𝐝𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐨 𝐓𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐨 (𝐈𝐑𝐓), 𝐪𝐮𝐞 𝐝𝐞𝐩𝐞𝐧𝐝𝐞 𝐝𝐞 𝐪𝐮𝐚𝐧𝐭𝐨 𝐨 𝐉𝐮𝐬𝐭𝐢𝐧𝐨 𝐠𝐚𝐧𝐡𝐚. 𝐀 𝐥𝐞𝐢 𝐝𝐢𝐳 𝐪𝐮𝐞 𝐪𝐮𝐞𝐦 𝐠𝐚𝐧𝐡𝐚 𝐚𝐭é 𝐊𝐳 𝟏𝟎𝟎.𝟎𝟎𝟎,𝟎𝟎 𝐧ã𝐨 𝐩𝐚𝐠𝐚 𝐈𝐑𝐓. 𝐌𝐚𝐬 𝐨 𝐉𝐮𝐬𝐭𝐢𝐧𝐨 𝐠𝐚𝐧𝐡𝐚 𝐮𝐦 𝐩𝐨𝐮𝐜𝐨 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐝𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐢𝐬𝐬𝐨. 𝐄𝐧𝐭ã𝐨, 𝐞𝐥𝐞 𝐭𝐞𝐦 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐚𝐠𝐚𝐫 𝐈𝐑𝐓 𝐬𝐨𝐛𝐫𝐞 𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐱𝐜𝐞𝐝𝐞 𝐊𝐳 𝟏𝟎𝟎.𝟎𝟎𝟎,𝟎𝟎. 𝐍𝐞𝐬𝐭𝐞 𝐜𝐚𝐬𝐨, 𝐞𝐬𝐬𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐞 é 𝐝𝐞 𝐊𝐳 𝟏.𝟖𝟒𝟗,𝟎𝟎.
𝐀 𝐭𝐚𝐱𝐚 𝐝𝐞 𝐈𝐑𝐓 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐞𝐬𝐬𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐞 é 𝐝𝐞 𝟏𝟑%. 𝐄𝐧𝐭ã𝐨, 𝐨 𝐉𝐮𝐬𝐭𝐢𝐧𝐨 𝐭𝐞𝐦 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐚𝐠𝐚𝐫 𝐊𝐳 𝟐𝟒𝟎,𝟑𝟕 𝐝𝐞 𝐈𝐑𝐓. 𝐈𝐬𝐬𝐨 𝐬𝐢𝐠𝐧𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐨 𝐬𝐚𝐥á𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐞𝐥𝐞 𝐟𝐢𝐜𝐚 𝐜𝐨𝐦 𝐊𝐳 𝟏𝟎𝟏.𝟔𝟎𝟗,𝟔𝟑.- 𝐍ã𝐨 𝐡á 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐢𝐦𝐩𝐨𝐬𝐭𝐨𝐬 𝐚 𝐩𝐚𝐠𝐚𝐫.

𝐏𝐨𝐫𝐭𝐚𝐧𝐭𝐨, 𝐝𝐞𝐩𝐨𝐢𝐬 𝐝𝐞 𝐩𝐚𝐠𝐚𝐫 𝐭𝐨𝐝𝐨𝐬 𝐨𝐬 𝐢𝐦𝐩𝐨𝐬𝐭𝐨𝐬, 𝐨 𝐉𝐮𝐬𝐭𝐢𝐧𝐨 𝐟𝐢𝐜𝐚 𝐜𝐨𝐦 𝐮𝐦 𝐬𝐚𝐥á𝐫𝐢𝐨 𝐥𝐢𝐪𝐮𝐢𝐝𝐨 𝐝𝐞 𝐊𝐳 𝟏𝟎𝟏.𝟔𝟎𝟗,𝟔𝟑. 𝐄𝐬𝐬𝐞 é 𝐨 𝐯𝐚𝐥𝐨𝐫 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐥𝐞 𝐫𝐞𝐜𝐞𝐛𝐞 𝐧𝐚 𝐬𝐮𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐚 𝐛𝐚𝐧𝐜𝐚𝐫𝐢𝐚.

19/01/2024
16/01/2024

Olá Soluções Jurídicas. Tenho uma tarefa de escola e gostava de entender o o sentido e alcance prático do artigo 77° da CRA.

SJ: O artigo 77 da CRA estabelece o direito de todos os cidadãos angolanos à assistência médica e sanitária, bem como à protecção social em caso de necessidade. Este direito implica também deveres por parte do Estado, que deve providenciar os meios e as condições para garantir a saúde e o bem-estar da população.

A primeira parte do artigo define o âmbito e os beneficiários do direito à assistência médica e sanitária, que abrange todas as fases e situações da vida, desde a infância até à velhice, passando pela maternidade, pela invalidez, pela deficiência e pela incapacidade para o trabalho. O direito à assistência médica e sanitária é reconhecido a todos os cidadãos, sem discriminação ou exclusão, nos termos da lei.

A segunda parte do artigo enumera as obrigações do Estado para garantir o direito à assistência médica e sanitária, que se dividem em três categorias:

- A primeira categoria diz respeito à organização e ao funcionamento de um serviço de saúde em todo o território nacional, que deve ser acessível, eficiente e de qualidade para todos os cidadãos.
- A segunda categoria diz respeito à regulação e ao controlo dos produtos e dos meios utilizados para o tratamento e o diagnóstico das doenças, que devem ser seguros, eficazes e adequados às necessidades da população.
- A terceira categoria diz respeito ao incentivo e ao apoio ao desenvolvimento do ensino e da investigação na área da saúde, que devem contribuir para a formação de profissionais qualificados e para a inovação e a melhoria dos serviços de saúde.

O artigo 77 da CRA reflecte, assim, a importância e a prioridade que a Constituição angolana atribui à saúde e à protecção social dos cidadãos, reconhecendo-os como direitos fundamentais e impondo ao Estado o dever de os assegurar e de os promover.

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