28/10/2024
Bostil...
O lobista Andreson de Oliveira Gonçalves está sendo investigado por supostamente vender decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Segundo o portal UOL, conversas interceptadas indicam que ele cobrava quantias milionárias por essas decisões.
Em abril de 2020, Andreson mencionou ter recebido R$ 19 milhões em um processo da ministra Nancy Andrighi, relatando que o cliente ficou “feliz” com a decisão favorável.
O caso envolvia a J&F e a MCL Participações, em uma disputa pela Eldorado Celulose. A ministra transferiu a ação para São Paulo, conforme contrato de acionistas da J&F, que afirma não ter autorizado representantes externos.
Outra conversa aponta que Andreson teria cobrado R$ 3
milhões por uma decisão da ministra Isabel Gallotti em favor de um produtor rural em recuperação judicial. A Polícia Federal investiga o possível envolvimento de funcionários de cinco ministros do STJ: Og Fernandes, Nancy Andrighi, Isabel Gallotti, Paulo Moura Ribeiro e Antônio Carlos Ferreira.
Andreson é suspeito de usar sua empresa, Florais Transportes, para intermediar pagamentos.
Essas novas mensagens foram obtidas de um segundo chip do advogado Roberto Zampieri, assassinado em 2023, e enviadas à Polícia Federal. O material inclui minutas de decisões e menções a ministros, indicando um esquema de corrupção mais amplo.
O inquérito, antes focado em assessores, foi levado ao Supremo Tribunal Federal (STF) após o Coaf identificar transações suspeitas de uma autoridade com foro privilegiado. O ministro Cristiano Zanin, relator do caso, enviou o material ao procurador-geral Paulo Gonet para os próximos passos.
A ministra Nancy Andrighi declarou que sua decisão foi baseada no contrato e reafirmou sua legalidade. A defesa de Andreson e Mirian Ribeiro Gonçalves afirmou não ter acesso ao inquérito, alegando que as mensagens de Zampieri deveriam se restringir à investigação de seu homicídio.
Andrighi expressou confiança nas investigações do STJ e da Polícia Federal para esclarecer o caso e punir os envolvidos, caso a corrupção seja confirmada.
Via portal conexão política Brasil