08/08/2022
Metaverso é um espaço virtual em que os mundos físico e digital se encontram. Pessoas podem interagir neste metaverso com avatares, que lembram os já conhecidos jogos online de simulação (como The Sims ou Second Life, por exemplo).
O metaverso é assunto bastante recorrente, especialmente depois que o Facebook anunciou a mudança de sua marca para Meta, em referência a esse universo virtual.
A contemporaneidade do assunto também tem despertado grande interesse em investir e lançar negócios no metaverso.
A gama de oportunidades é gigante, envolvendo desde comercialização de bens virtuais (imóveis, roupas, obras de arte e afins) e também comercialização de bens materializados (lojas virtuais/e-commerce), até efetiva prestação de serviços e migração de espaços de trabalho para o âmbito virtual (realização de reuniões virtuais, celebração de contratos etc.).
Mas, nem tudo são flores. A evolução tecnológica é muito mais rápida do que a legislação pode acompanhar.
Muitas áreas “cinzas” e de dúvidas vem surgindo para aqueles que desbravam esse novo universo de negócios, envolvendo especialmente:
- proteção de dados pessoais e privacidade daqueles que integram o metaverso;
- propriedade intelectual do que é desenvolvido/disponibilizado neste âmbito virtual;
- validade de contratos negociados ou concretizados virtualmente;
- questões trabalhistas daqueles que passam a laborar nesse âmbito; e
- até mesmo a prática de crimes virtuais no metaverso.
Boa parte dessas dúvidas já podem ser resolvidas com base na legislação existente. Outras devem ser solucionadas com o avanço de decisões judiciais sobre o assunto e, posteriormente, com um possível marco legal sobre o metaverso.
Atenção e cuidado são palavras de ordem nesse momento, para evitar que uma oportunidade de negócio vire um pesadelo legal futuramente.