Cláudio Barradas

Cláudio Barradas Informações para nos contactar, mapa e direções, formulário para nos contactar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Cláudio Barradas, Loja.

Songs of lust and losta demanda da pazdécimo sextoBem-vinda ao meu mundo. Entra. Faz-te de casa. Vais gostar, amar até. ...
12/12/2017

Songs of lust and lost
a demanda da paz
décimo sexto

Bem-vinda ao meu mundo. Entra. Faz-te de casa. Vais gostar, amar até. Bem-vinda. Entra e conhece-o. Conhece-me. Tem de tudo, o meu mundo. Ele é tristeza, alegria, choros e risos, traumas e vivências, violência e paz. É o meu mundo. Torna-o nosso. Entra e sê bem-vinda. Entra e conhece-o. Desfruta-o. Levanta a cabeça, respira fundo, olhos bem abertos e emoção contida e entra. Desfaz a rigidez da tua inércia. Destrói os teus medos e vem. Vem para mim, para nós. Recebo-te bem aqui, no meu mundo. Solta as amarras que te prendem e despacha-te. Corre. Entra. Espero-te com ansiedade. Com emoção. Com a tristeza e a alegria, com o choro e o riso, com os meus traumas e as minhas vivências. Com a minha violência e a minha paz. Espero-te comigo, ansioso à tua espera. Desejoso da tua chegada. Vem para mim, aguardo por ti. Aguardava por ti. Aguardarei. Mas era eu, não tu.

Cláudio Barradas

Bem-vinda ao meu mundo. Entra. Faz-te de casa. Vais gostar, amar até. Bem-vinda. Entra e conhece-o. Conhece-me. Tem de tudo, o meu mundo. ...

Songs of lust and losta demanda da pazdécimo quintoSe caíres, caímos os dois. Caiem exércitos aos pés dos inimigos. Casa...
07/12/2017

Songs of lust and lost
a demanda da paz
décimo quinto

Se caíres, caímos os dois. Caiem exércitos aos pés dos inimigos. Casas com tempestades. Amantes com desencontros. Tudo cai, tudo se ergue. Caindo, erguermo-nos. Repetindo, voltamos a erguer numa espiral interminável. Tal como nós o somos, intermináveis. Sobrevivo ao meu amor por ti, amando-te. Remanesço, diluindo-me pelo tempo vindoiro, sugando-me na escuridão e ressurgindo na alvorada. Sou por ti nas quedas e nestas sou por nós. Pelos dois. Contrario o monólogo com diálogo e a unidade com a dualidade. Sou e existo por ti e por nós. Os dois. Sou pelo que não existe, mas definha pela inexistência. Nesta, em incoerência, fortaleço-me. Fortalecemo-nos. Rimo-nos ao cairmos, ridicularizando a queda. Submetemo-la à variabilidade da vida e rotulamo-la à sua futilidade. A inexpressão da queda dá-nos ânimo para a sua suplantação. Sou assim, somos assim. Admito que sim. Na superação revejo-me, revia-me. Era eu, não tu.

Cláudio Barradas

décimo quinto Se caíres, caímos os dois. Caiem exércitos aos pés dos inimigos. Casas com tempestades. Amantes com desencontros. Tudo c...

Songs of lust and losta demanda da pazdécimo segundoSou feliz assim e mais não faço. Feliz a pensar em ti, a toda a hora...
05/12/2017

Songs of lust and lost
a demanda da paz
décimo segundo

Sou feliz assim e mais não faço. Feliz a pensar em ti, a toda a hora. A imaginar-nos aos dois. A vida é minha e eu vivo-a à minha maneira: a ser feliz. Assim. Sei que és feliz, assim. Como vives. Tal e qual como eu, com as tuas paixões a comandarem-te os destinos. A navegares na incerteza do amanhã, com os pés assentes no hoje. És feliz assim e eu sou feliz assim. Sem ti. Mas, quero-te. Desengana-te se pensas o contrário. Quero-te e não te tenho. Não te vou ter. Não nesta vida. Sou feliz com a minha infelicidade de não te ter. Ao meu lado. Sou feliz todos os dias que passo sem ti, mas contigo. Contigo no meu pensamento. Contigo ao meu lado, sem o estares. Feliz na minha inquietação, na minha tristeza. Mas era eu, não tu.

Cláudio Barradas

décimo segundo Sou feliz assim e mais não faço. Feliz a pensar em ti, a toda a hora. A imaginar-nos aos dois. A vida é minha e eu vivo-a...

Songs of lust and losta demanda da pazdécimo primeiroAo aproximar-me de ti, fugias. Deslizavas airosamente das minhas mã...
04/12/2017

Songs of lust and lost
a demanda da paz
décimo primeiro

Ao aproximar-me de ti, fugias. Deslizavas airosamente das minhas mãos, ávidas de ti. Queimavas-te com a minha proximidade. Ardias de repulsa quando respirava perto de ti. Ao invés, ao aproximar-me da tua alma, fumava a tua respiração, como se do último cigarro se tratasse. Acariciava-te os sentidos com o meu peito e abraçava-te os desejos. Sim, os teus desejos todos. Abria os braços, puxava o peito para trás e abraçava-te com a minha imaginação, satisfazendo-te em retórica. Somente assim. Tal não era a nossa proximidade, estávamos a léguas de distância. Multiplicava por mil e ainda faltavam quilómetros para te ver, te sentir, te abraçar. Nunca aconteceu. Era eu, não tu.

Cláudio Barradas

décimo primeiro Ao aproximar-me de ti, fugias. Deslizavas airosamente das minhas mãos, ávidas de ti. Queimavas-te com a minha proximid...

Songs of lust and losta demanda da pazdécimoA madrugada vinha tarde. Tardava sempre, em conluio com a insónia. Os primei...
30/11/2017

Songs of lust and lost
a demanda da paz

décimo

A madrugada vinha tarde. Tardava sempre, em conluio com a insónia. Os primeiros raios de sol apareceram com uma timidez exposta na sua demonstração. Era tímido o sol da nossa vida. Era tímida a nossa vida ensolarada. Havia sempre algo perturbante por detrás da sua aparição. Porventura, o segredo do seu embaraço. Seria a sua reticência fruto da indecisão da vida? Talvez. Na realidade, a madrugada vinha tarde, sempre tarde. Tal acontecia todos os dias, sem exceções. A minha vigília era sempre até de manhã. Não tinha a capacidade de um sono regular. Creio até que não o fazia há tempos. O ter um sono regular. Essa era a faculdade de alguns, não de todos. A nossa mente encarcera-nos na atenção e na consequente insonolência. Somos fruto das nossas opções e, estas, são fruto da nossa mente. Aqui, bem dentro da nossa cabeça, debatemo-nos que nem leões pela paz. Esta nunca chega, não no estado puro que ambicionamos. Chega sempre em amortizações parcelares. Insuficientes. Exagerava em ti. Extravasavas-me e beliscavas-me as intenções. Mas era eu, não tu.

Cláudio Barradas

décimo A madrugada vinha tarde. Tardava sempre, em conluio com a insónia. Os primeiros raios de sol apareceram com uma timidez exposta...

nadaUm reflexo do que queria submete-me à inconstância da vida. Logro entrar e vejo. Faz-se luz por entre os raios de es...
30/11/2017

nada

Um reflexo do que queria submete-me à inconstância da vida. Logro entrar e vejo. Faz-se luz por entre os raios de escuridão. Um espasmo de mim conforta-se na minha dúvida. Respiro e confirmo que estou vivo, ou pelo menos assim o desejo. Uma sombra de mim esbate-se nas portas, qual segredo por revelar.

É aqui, neste momento, que sinto o que não deveria sentir:
nada.

"Para Todo o Sempre"
Cláudio Barradas e Chiado Editora

Um reflexo do que queria submete-me à inconstância da vida. Logro entrar e vejo. Faz-se luz por entre os raios de escuridão. Um espasmo d...

Songs of lust and losta demanda da paznonoNo alto vi-a. Era uma imagem perfeita, uma figura incontornável. Seguia-a com ...
28/11/2017

Songs of lust and lost
a demanda da paz
nono

No alto vi-a. Era uma imagem perfeita, uma figura incontornável. Seguia-a com o meu olhar. Movia-se graciosamente. Uma folha, solta, desprendida da sua árvore, a flutuar ao sabor do vento nos primeiros dias de outono. Deliciava-me com o seu andar, imaginava-me ao seu lado, segurando-lhe a mão, afagando os seus dedos, entrelaçando-os nos meus. Imaginava-nos lado a lado, a sorrir e a confidenciar o nosso amor. O nosso amor que não existia. Que nunca tinha sido uma realidade. Mordia os meus lábios à procura do beijo que nunca tinha recebido. Sabia de cor o sabor dos seus lábios, sem nunca a ter beijado. Demagogia pura ou imaginação. Não interessa. Não nego este sentimento unilateral, não o nego. Não o nego. Era capaz de mostrar a minha boca marcada pelos beijos que nunca recebi. Mas sentia-os. Sentia-os como se fossem verdade. Como se fossem reais. Como se as nossas bocas ainda estivessem ligadas naqueles beijos. Seguia naquele ritmo calmo. Passo ante passo seguia e eu segui-a com o meu olhar. Só com o olhar, até a perder de vista. Até desaparecer após passar uma esquina. Fechei os olhos e continuei a segui-la. Continuei a seguir-te. Era eu, não tu.

Cláudio Barradas

nono No alto vi-a. Era uma imagem perfeita, uma figura incontornável. Seguia-a com o meu olhar. Movia-se graciosamente. Uma folha, sol...

Songs of lust and lost - a demanda da paz - oitavoNuma dada manhã, sem conseguir precisar quando, ao acordar, abri um ol...
27/11/2017

Songs of lust and lost - a demanda da paz - oitavo

Numa dada manhã, sem conseguir precisar quando, ao acordar, abri um olho. Depois o outro. Não era igual a visão dos dois olhos abertos. Sentia fortes espasmos visuais que se manifestavam unicamente com os dois olhos abertos. Voltava a fechar um, depois o outro. Aí via bem, só com um olho. O que se passava? Perguntava-me. A normalidade da visão sucumbia, estranhamente, à dualidade da vista. Resolvi tapar um olho. Coloquei uma pala à frente do olho, presa por um fio em torno da cabeça. Escura e opaca, algo desconfortável. Experimentava num olho e depois no outro. Acostumava-me à comodidade da facilitação da visão. Nesse momento, de experimentação, somente com um olho descoberto, via bem. Sem dores e espasmos nebulados. Sugava as dioptrias que teimosamente me acompanhavam à muito tempo. Trucidava a miopia.
As lágrimas não corriam nos meus olhos. A constante negação erguia barreiras à sua formação. Opunha-me veementemente à sua mera existência. Tal, não era opção. Não para mim. A tal não me permitia. Paralelamente à minha vontade, imiscuía-se uma réstia de realidade. Esta, sodomizava-me as ideias barricadas na minha mente. Tão pomposa parecia esta promíscua dicotomia. Era somente a realidade a lutar com a fantasia, com o imaginário. Agora sei. O crepúsculo divino da sobriedade maquiavélica que se mostrava presente e dizimava os meus ideais. Imaginários.

Mas era eu, não tu.

Cláudio Barradas

oitavo Numa dada manhã, sem conseguir precisar quando, ao acordar, abri um olho. Depois o outro. Não era igual a visão dos dois olhos a...

Songs of lust and lost - a demanda da pazsextoEra assim a sinergia do tempo: a cooperação na vida. Tempo foi em que rebo...
23/11/2017

Songs of lust and lost - a demanda da paz

sexto

Era assim a sinergia do tempo: a cooperação na vida. Tempo foi em que rebolava na erva, absorto na felicidade indirectamente sentida e directamente colocada. Tempo de obra feita, sem nada para construir. Erguia-me todos os dias, como um diásporo fortemente plantado. Possuía-me uma aura empática de mim. Sobre mim. Era tudo sobre mim e só acerca de mim. Eu e eu. Estaticamente dirimido, solucionava-se só. O tempo. Passando, não correndo. Era a sua maior característica, o forte metabolismo imbuído na sua alma. Movia-o numa dança majestosa, triunfal, transparente. Não se dava por ele, o tempo. Era eu, não tu.

Cláudio Barradas

sexto Era assim a sinergia do tempo: a cooperação na vida. Tempo foi em que rebolava na erva, absorto na felicidade indirectamente sen...

22/11/2017

Songs of lust and lost
a demanda da paz

segundo

Na impossibilidade tremia. Sinto-o agora. Abriam-se as nuvens, dissipando-se sobre a minha cabeça. Com esforço, olhava para cima vendo-o aparecer. São mais alegres as manhãs com sol. Tal acontecimento não resfriava o meu desânimo. Tangente ao solo aplainava um abutre, olhando-me de soslaio. Não me afectava a obliquidade da situação, estava acostumado com o contemplar alheio. O desgaste em (de) mim era forte e dominava-me, insurgindo-me contra a surpresa. Habitava-me a tua imagem, bela e desoladora. Forte e fraca. Fraca de amor. Por mim. Mas era eu, não tu.

Songs of lust and lost a demanda da paz primeiro Descendo ao infinito do possível, correria como um louco por ti. Abraçava-te. N...

anseio por ela
20/11/2017

anseio por ela

Endereço

Loja

Telefone

+351963758676

Website

Notificações

Seja o primeiro a receber as novidades e deixe-nos enviar-lhe um email quando Cláudio Barradas publica notícias e promoções. O seu endereço de email não será utilizado para qualquer outro propósito, e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Compartilhar