04/06/2026
Há um tema no imobiliário que gera sempre debate: 𝗲𝘅𝗰𝗹𝘂𝘀𝗶𝘃𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲.
E eu vou dizer algo que muitas vezes penso quando observo o mercado.
𝗔 𝗲𝘅𝗰𝗹𝘂𝘀𝗶𝘃𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗲𝘃𝗶𝗮 𝘀𝗲𝗿 𝗮 𝗿𝗲𝗴𝗿𝗮 𝗻𝗼 𝗶𝗺𝗼𝗯𝗶𝗹𝗶á𝗿𝗶𝗼.
Quando um proprietário entrega o imóvel a vários consultores diferentes, muitas vezes acredita que está a aumentar as probabilidades de venda.
Mas na prática, o que acontece muitas vezes é o contrário:
o esforço dispersa-se, a estratégia dilui-se e ninguém assume verdadeiramente a responsabilidade pelo processo.
Agora pensa nisto:
Advogados trabalham assim?
Arquitectos aceitam vários profissionais a desenvolver o mesmo projeto?
Médicos tratam um paciente ao mesmo tempo sem coordenação?
Não.
Porque 𝗽𝗿𝗼𝗳𝗶𝘀𝘀õ𝗲𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝘀𝗲 𝘃𝗮𝗹𝗼𝗿𝗶𝘇𝗮𝗺 𝘁𝗿𝗮𝗯𝗮𝗹𝗵𝗮𝗺 𝗰𝗼𝗺 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗿𝗼𝗺𝗶𝘀𝘀𝗼.
Dito isto, quero também ser justa:
existem consultores que optam por trabalhar em aberto e conseguem ter resultados.
E respeito totalmente essa escolha.
Mas acredito que 𝗮 𝗲𝘅𝗰𝗹𝘂𝘀𝗶𝘃𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗰𝗿𝗶𝗮 𝗮𝘀 𝗰𝗼𝗻𝗱𝗶çõ𝗲𝘀 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝘂𝗺 𝘁𝗿𝗮𝗯𝗮𝗹𝗵𝗼 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗲𝘀𝘁𝗿𝗮𝘁é𝗴𝗶𝗰𝗼 𝗲 𝗰𝗼𝗻𝘀𝗶𝘀𝘁𝗲𝗻𝘁𝗲.
E há outro ponto que é importante dizer.
𝗘𝘅𝗰𝗹𝘂𝘀𝗶𝘃𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗻ã𝗼 é 𝗮𝗽𝗲𝗻𝗮𝘀 𝘂𝗺 𝗻𝗼𝗺𝗲 𝗻𝗼 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗮𝘁𝗼.
Exclusividade signif**a mais responsabilidade.
Signif**a assumir o compromisso de:
- criar uma estratégia real de venda
- investir em marketing
- acompanhar o cliente de forma próxima
- defender os interesses do proprietário ao longo de todo o processo
Quando isso acontece, a exclusividade deixa de ser apenas uma cláusula.
Passa a ser 𝘂𝗺 𝗮𝗰𝗼𝗿𝗱𝗼 𝗱𝗲 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗿𝗼𝗺𝗶𝘀𝘀𝗼 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲 𝗰𝗹𝗶𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗲 𝗰𝗼𝗻𝘀𝘂𝗹𝘁𝗼𝗿.
E é aí que o nível da profissão sobe.
💬 Agora quero saber a tua opinião.
𝗔 𝗲𝘅𝗰𝗹𝘂𝘀𝗶𝘃𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗺𝗲𝗹𝗵𝗼𝗿𝗮 𝗿𝗲𝗮𝗹𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗼 𝘀𝗲𝗿𝘃𝗶ç𝗼 𝗻𝗼 𝗶𝗺𝗼𝗯𝗶𝗹𝗶á𝗿𝗶𝗼… 𝗼𝘂 𝗹𝗶𝗺𝗶𝘁𝗮 𝗮 𝗹𝗶𝗯𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗼 𝗰𝗹𝗶𝗲𝗻𝘁𝗲?