26/08/2020
VOCÊ É A FAVOR DA PENA DE MORTE?
É muito triste ouvir da boca de alguém: sim, sou a favor da pena capital. Concordar com isso é retroceder a era medieval do "olho por olho, dente por dente". Isso ocorria antes da instituição do Estado, quando não havia lei de reprimenda e defesa das pessoas. Cada um era por si.
Na condição de cidadão me preocupo por pensamentos retrógradas; onde vêem nisso a solução para a violência que assola nosso país.
Quem defende tal idéia; entende que para condenar um culpado, vale a pena sacrificar um inocente.
Resta claro que está medida extrema iria ser aplicada apenas aos que compõem a camada social dos fracos e oprimidos.
Ademais eu creio que nenhum defensor da pena de morte; aceitaria tal prática, em face de um parente; pai, filho. Irmão, etc.
Uma sociedade justa carece de leis severas para punir aqueles que praticam atos criminosos, mas sempre como medidas, não só de repressão, mas de tentativa de reintegração do criminoso ao meio social, se isso não for possível; que seja mantido fora do convívio social, sem os benefícios de indutos/ saidinha de datas comemorativas. São benéficos de um Estado falido em relação ao sistema carcerário que não tem mais onde colocar as crias de sua irresponsabilidade social.
Durante grande parte do Império a prática fazia parte da legislação, tanto Constitucional, quanto nas determinações do Código Criminal.
Segundo André Barreto Campelo, em sua obra: Manual Juridico da Escravidao: " A pena de morte podia ser acompanhada ainda de esquartejamento, de acoites ou tenazes ardentes(apertar a carne). O mesmo autor continua: "Para o cumprimento da pena capital; o réu era conduzido pelas 'ruas mais publicas' até a forca, acompanhado pelo Juiz Criminal, pelo Escrivão e pela força policial necessária(...) O corpo do réu poderia ser entregue à família (ou smigis) , se requisitado ao juiz mas não havia enterro com p***a, sob pena de prisão daqueles que descumprissem esse comando. Mulheres grávidas não poderiam ser enforcadas, nem julgadas enquanto permanecessem nesse estado e até após transverso de 40 dias do parto".
Já dizia o pensador: Quem pouco investe em escolas; vai ter que se virar para construir muitos presídios.
Finalizando: não concordo com a idéia do político que fala de investimento na segurança pública, fomentando idéia de pena de morte e facilitar porte de arma ao cidadão... vejo como uma forma irresponsável de transferir a responsabilidade da segurança publica; que é dever exclusivo do Estado à individualidade de cada um.
SÓ UM INGÊNUO VAI ACREDITAR EM PENA DE MORTE PARA PODEROSOS OU CORRUPTOS. QUEM FAZ A LEI?
(Jurandy Franca)