13/05/2026
Em fevereiro de 2023, três meses depois do velório, Fernanda e os filhos do Erasmo entraram juntos com o pedido de abertura de inventário.
Houve consenso. A viúva foi nomeada inventariante, com a concordância de todos.
Os três advogados assinaram o acordo achando que tudo seguiria de forma civilizada.
Três anos depois, o cenário é outro.
Reintegração de posse, briga por carro, disputa por direitos autorais, viúva morando num quarto-sala.
O acordo que parecia sólido em 2023 não suportou o tempo, o luto e os interesses que foram aparecendo no caminho.Talvez esse seja o ponto que mais incomoda quem trabalha com patrimônio. A maioria dos clientes acha que basta ter uma família que se respeita. Não basta.
Famílias se respeitam até o dia em que o dinheiro entra na conversa, e nesse dia o que vale é a estrutura que o titular deixou montada antes de morrer.
Erasmo deixou afeto, deixou repertório, deixou marca. Não deixou estrutura.
O melhor jeito de evitar disputas familiares, perda patrimonial e altos impostos depois da sua partida é deixar tudo organizado em vida, através de um sistema de holding familiar.