04/01/2022
O jornal da Mirante fez uma reportagem acerca da situação atual do Presídio Feminino de São Luís. Um alerta para os Direitos Humanos e para toda a sociedade sobre o sistema carcerário do Brasil. As denúncias iniciaram ano passado e até então a única providência tomada foi a transferências das agentes que relataram os abusos (com fortes indícios de que essa medida aconteceu como forma de retaliação às denúncias). Servidores assediados moralmente o tempo todo, internos com seus direitos violados e maus tratos. Um dos fatos retratados na reportagem foi sobre o aparelho chamado body scan (por onde toda interna que chega na unidade prisional depois de uma saidinha temporária, por exemplo, passa, para que sejam analisados possíveis ilicitudes no corpo na detenta, como entorpecentes) em que foi percebido algo incompatível com a anatomia humana em uma interna e ela foi obrigada a passar dias em um local chamado "gaiolão" até que essa "mancha" desaparecesse. Porém, durante esse fato, a detenta passou por constrangimentos, como ficar de cócoras e defecar até que uma agente pudesse analisar as fezes e encontrar a substância ilícita que estavam a procura. O fato é que, logo depois de exames, foi constatado que a detenta tinha uma hérnia umbilical. Além disso, outro fato estarrecedor foi um feto, de 6 meses, jogado ao chão, que uma detenta tinha parido sem assistência alguma, sem um pré-natal e um exame feito. A reclamação se instaura desde que a nova diretoria assumiu o Presídio Feminino.