OBRIGATORIEDADE DAS CIÊNCIAS JURÍDICAS COMO DISCIPLINA ESCOLAR ou o "Direto nas Escolas". Por Munique Menezes Costa e Leandro dos Santos Costa
Em um Estado Democrático de Direito é razoável e, por que não dizer, fundamental que o cidadão tenha o conhecimento básico dos conceitos jurídicos para melhor conviver em sociedade. Esperamos que os alunos tenham o maior proveito possível da experiência in
dependente de sua aspiração profissional, pois em nosso ordenamento jurídico, todos são e serão afetos às questões jurídicas. Jurista ou não, todos nós somos os sujeitos das relações jurídicas. Por Felipe Cherubin
É o seguinte: Desde os meus tempos de colégio e depois,de forma mais aberrante na universidade me comovia ( para usar um eufemismo bem melodramático daqueles “vou rir para não chorar”) e,sobretudo, me assustava a ignorância generalizada da população diante das Ciências Jurídicas. Até certo ponto Estado,Direito e Formas de Governo se não são sinônimos “strictu sensu” são,sem dúvidas,conceitos inter-relacionados (para não dizer simbióticos). Nas aulas de Sociologia,Filosofia e Ética lecionadas nos colégios tanto públicos quanto privados (salvo raras exceções) você aprende uma realidade que não é a sua : mal sabe que há leis,uma Constituição tampouco que há direitos e deveres. Portanto, o que pode se dizer do nosso conhecimento sobre leis, instituições, direitos e deveres ? Não seria esse conhecimento um pré-requisito para falar em Cidadania? Assim sendo, sem esse conhecimento não é possível exercer a cidadania, não sendo possível exercer a cidadania o conceito de justiça perde todo o seu sentido.Ficamos, então, mergulhados na injustiça, na corrupção e na violência. Ou seja, o que podemos dizer sobre o estado das coisas em nosso país é: estamos completamente alienados. Se antes o povo era mantido na ignorância sem acesso ao processo de alfabetização (o que ainda acorre) Hoje,mais do que nunca, num país de “analfabetos funcionais” ocorre outra coisa alarmante: o acesso a alfabetização jurídica é totalmente rasa, superficial quando não inexistente. E quem perde e quem ganha com isso? Então, o que devemos ou o que podemos fazer? Felipe Cherubin é filósofo, escritor e jornalista.Formou-se em direito e filosofia, e prosseguiu seus estudos de graduação em filosofia na Universidade Católica de São Paulo e Universidade de Harvard. Autor do livro "O que é a Inteligência? Filosofia da Realidade em Xavier Zubiri" em coautoria com José Fernández Tejada e do romance "O Homem de Duas Cidades: Sombras da Loucura". AVISO IMPORTANTE : Esta comunidade não tem fins lucrativos nem veiculações publicitárias ou comerciais : E NUNCA terá.