24/01/2021
DECEPÇÕES, PERCEPÇÕES E APRENDIZADOS
Quem me acompanha aqui sabe que essa semana que se passou não foi nada fácil pra mim.
Tudo começou no dia 08/01/21, quando eu achava que tinha encontrado a sala dos meus sonhos (volte 2 posts). Ali iniciou a corrida contra o tempo para tê-la pra mim. Fechei o negócio na semana seguinte, depois de visita-la e ver que ela atendia todos os requisitos que eu procurava (boa localização, tamanho razoável e, de brinde, uma vista incrível). Logo formalizei a papelada e fechei o contrato. Já faziam cerca de 2 (dois) meses que eu buscava o lugar ideal e havia, enfim, encontrado.
O sonho virou pesadelo no dia 18/0121 quando, após já estar com as chaves nas mãos, contrato assinado, fiança paga e, já ter mostrado o imóvel pra vocês, recebi uma mensagem da imobiliária que intermediou a relação, afirmando que havia um problema: o imóvel havia saído alugado para outra pessoa, antes de mim, através de outra imobiliária.
Ali o meu mundo caiu. Meus sentimentos, em questão de segundos, passaram de felicidade para confusão, de confusão para revolta, de revolta para tristeza, de tristeza para desilusão e daí, só ladeira abaixo. Logo eu, que sempre sou tão forte, duvidei da minha força e do meu merecimento, duvidei de mim.
A dúvida durou pouco e em algumas horas a tristeza se transformou em determinação: eu iria resolver aquela situação, não importaria como. Tentei a todo custo convencer aquela empresa de que a situação pela qual eu estava passando merecia atenção, eu deveria ser, de alguma forma, reparada. Visitei outras salas, fiz propostas, participei de reunião, foram horas de conversas e negociações, a troco de nada.
Eu não poderia me abater, mesmo estando destruída por dentro. Diante da certeza de que aquela imobiliária não faria absolutamente nada por mim, eu angariei todas as provas que tinha e comecei a redigir os fatos da ação que ingressaria. Após dois dias praticamente ininterruptos de trabalho, protocolei a primeira ação judicial na qual atuaria não somente como advogada, mas como parte, uma coisa que eu sempre busquei evitar, mas que se mostrou necessária.
Mas, superadas a questão do direito em si, eu gostaria de compartilhar... ⬇