24/04/2026
Não é teoria. É realidade.
A Sabesp sempre foi reconhecida como uma empresa sólida, responsável por levar água a milhões de paulistas.
A privatização foi apresentada pelo governo de Tarcísio de Freitas como um avanço: mais investimento, mais eficiência, melhoria no serviço.
Mas a pergunta que precisa ser feita, olhando para o que está acontecendo hoje, é simples:
onde está essa melhoria?
Em diversas cidades, inclusive Hortolândia, a população enfrenta alerta de água imprópria para consumo.
Ao mesmo tempo, a conta chega mais cara.
Esse é o ponto central.
O cidadão está pagando mais
e convivendo com insegurança em um serviço essencial.
Água não é produto comum.
Não é mercado. Não é aposta.
É direito básico, ligado à saúde, à dignidade e à própria vida.
Quando há falha na qualidade da água, não estamos falando de um detalhe técnico.
Estamos falando de risco coletivo.
A privatização pode até ter sido pensada como solução.
Mas, na prática, o que legitima qualquer modelo é o resultado.
E o resultado, até aqui, precisa ser encarado com seriedade.
A população não quer discurso.
Quer transparência, responsabilidade e, acima de tudo, água limpa na to****ra.
Porque quando o básico falha,
não é só a gestão que está em jogo — é a confiança de toda uma sociedade.