03/10/2020
Textão sobre uma polêmica importante no Rango Vivo! 🤭
Na semana passada, ao receber um questionamento sobre o postagens do com produtos de origem animal, produzi uma reflexão que compartilho por aqui.
Apesar de não apoiar o consumo de carne, há algumas postagens com formas de uso dos brotos e microverdes, sugeridas por pessoas que consomem nossos produtos, como estratégia de valorizar fronteiras alimentares que possibilitem passagens para experiências radicais, como o vegetarianismo, o crudivorismo e a alimentação viva estrita, que em alguns casos, nem é recomendada!
Com o objetivo de popularizar a alimentação viva, o público do Rango Vivo passa a ser principalmente as pessoas que podem se beneficiar desta abordagem, mas, não sabem que ela existe.
A partir dos dados da última pesquisa do IBGE sobre o comportamento alimentar, afirma-se que o brasileiro passou a consumir menos feijão, arroz e carne, por economia, mas, aumentou o consumo de folhas e verduras, o que sinaliza um momento oportuno de abertura para experiencias no comportamento alimentar.
Numa perspectiva educacional dialógica, acho valida a discussão sobre transição alimentar e interfaces de experiências paulatinas de acesso a outras culturas alimentares. Nesta direção pedagógica, precisamos buscar uma abordagem híbrida de experiência, criando pontes entre o familiar e o novo.
Antes de nos arrogarmos em doutrinações por uma nova cultura alimentar para o outro, precisamos recordar dos momentos híbridos que nos possibilitaram almejar mudanças radicais, rupturas, com o que aprendemos a comer nos nossos lugares de origem.
Texto: Danilo Carvalho, idealizador do .vivo