14/08/2023
Sexta, 11 de agosto, foi dia de celebrar a profissão que escolhi exercer: a advocacia. Dia de refletir um pouco sobre o nosso percurso, mas também o de o colocar num contexto maior de tantos outros anteriormente trilhados pelos que nos antecederam, e que muitas vezes nos serviram como verdadeiros mestres guiando nosso caminhar.
Mas, o olhar em retrospectiva não nos deve servir como um referencial a que devemos ficar presos, em um sentimento de nostalgia (ou quiçá arrependimentos). Mas, sim e antes como o processo necessário e de aprendizado para nos trazer até aqui. A verdade é que não nascemos prontos e advogados, mas nos construímos ao longo do caminho e dos desafios que nos são lançados.
E, nesse construir e reconstruir, hoje também é momento de olhar prospectivamente. Honrar o profissional que se tornou, mas projetar o potencial que quer se tornar, recalibrando a rota porque seguir. Nesse ponto, hoje, mais do que nunca, tendo em mente que nosso trabalho é auxiliar a sociedade em seu relacionar, compreender o que a sociedade atual demanda de nós é de suma importância.
Não há mais como se negar a relevância do impacto e mudanças que as revoluções tecnológicas em curso têm imposto a nós, a nossa convivência, e a nossa sociedade. Nesse contexto, o exercício do nosso ofício tem cada vez mais nos exigido revisar a lente pela qual interpretamos as leis, e a forma como nos apresentamos a sociedade. Fundir o que tradicionalmente fomos e somos com as demandas presentes e punjantes da sociedade atual é o que nos levará além, a sermos o advogado com as habilidade que o futuro exige.
Eis minha provocação nascida das reflexões sobre o “11 de agosto”: vamos refletir sobre o que a sociedade exige do "advogado do futuro"?