A codificação da Lei Maria da Penha é uma verdade plural que aconteceu no tempo da mentira universal.
Durante a vigência do Código Civil de 1916 a mulher era considerada incapaz e, por tais razões, tinha sua emancipação adiada até os 21 anos.
Muitas famílias estendiam ainda mais esse prazo legal, muitas vezes, pelo resto da vida.
Enquanto isso, os homens não eram cercados de tanto zelo legal familiar. Mas, sim, completamente preteridos na sociedade como verdadeiros varões portadores de toda tradição familiar que cada família pudesse carregar.
Mas, o tempo não para e a verdade é que o novo sempre vem.
Os tempos modernos se iniciam com a mulher lutando para ser considerada igual aos homens. Mesmo que a mágica tenha demorado tanto tempo, um dia se realizou e transformou a mulher num homem de verdade.
Penso, que, pelo fato dos pais de família terem muito apego às filhas, demorou muito para que o Novo Código Civil de 2002, pudesse realizar esse desejo próprio da mulherada de plantão, as quais, mesmo não abrindo mão da sua parte da nobreza familiar, ou seja, a de continuar sendo a filhinha do papai, foi à luta e lutou ombro a ombro com o homem, por um lugar ao sol e, ambos, até hoje estão procurando uma sombra e água fresca para desfrutar toda a dor e as delicias de ser humano num mundo em que a divisão das tarefas não são iguais.
E, assim, as mulheres derribaram da carruagem de cristal e viveram felizes para sempre do suor de seu rosto, logicamente, acompanhadas de homem, o príncipe encantando, par dessa debutante desvairada no baile dos comedores de sal.
Juntos competiam para ver quem engolia mais sapos que o outro.
Comer ou não comer um quilo de sal por dia?
A mídia oferece delícias de degustar a grande maçã, sem que a mulher se sinta culpada por venderem as almas dos nossos índios num leilão.
Ela é a portadora da justiça nesse novo mundo masculino feminino a mesma coisa.
Androgenia para subverter o sistema e amplificar o enfrentamento jurisdicional das mulheres com os homens.
A celeridade processual e políticas públicas voltadas para proteção da mulher vítima da violência e crueldade ao longo da história trouxe benefícios e avanços.
O Direito se tornou mercadoria machista nas mãos das mulheres.
Igualdade do homem à pessoa que foi agraciada pela lei por se identificar ao s**o feminino.
Não por direitos iguais.
Porque a lei diz que a mulher é considerada igual ao homem em direitos e deveres no ordenamento jurídico pátrio, mas o legislador coloca o homem no ponto cego da Lei Maria da Penha e o juiz boca da Lei o prende, cautelarmente, sem lastro mínimo probatório, contrariando toda teoria criada para o flagrante, processamento, julgamento e, sobretudo, condenação à pena máxima sem considerar a presunção de inocência.
Mesmo que ainda seja uma abstração jurídica difícil de se realizar no mundo moderno. Acreditamos que ainda vai levar um tempo para que homens e mulheres se vejam realmente iguais perante a Lei.